Pepê em modo lenda e quase a caçar… o ‘Polvo’
Se for opção frente ao Tondela, Pepê irá alcançar um registo importante que o coloca lado a lado com uma das grandes referências recentes do FC Porto — e que voltou à atualidade nos últimos dias. Com 235 jogos de dragão ao peito, o brasileiro fica a um passo de igualar Fernando Reges, o inesquecível ‘Polvo’, e também Silvestre Varela, outro nome marcante da história azul e branca e adjunto nos sub-19.
É mais um sinal da consistência de Pepê no Dragão. Já era o segundo jogador do atual plantel com mais partidas realizadas, apenas atrás de Diogo Costa (241 jogos), e continua a escalar posições entre os que deixaram marca no clube.
A aproximação a Fernando ganha mais peso num momento simbólico: o médio brasileiro anunciou recentemente o fim da carreira, aos 38 anos. Foram sete épocas de enorme impacto no FC Porto, entre 2007 e 2014, período em que se afirmou como um dos melhores médios defensivos da história moderna do clube. No total, somou 237 jogos, seis golos e um impressionante palmarés de 13 títulos — com destaque para a Liga Europa de 2010/11 e quatro campeonatos nacionais. A sua leitura de jogo, capacidade de recuperação e inteligência tática fizeram dele uma peça absolutamente determinante.
Pepê, com um perfil muito diferente, vai construindo a sua própria história. Chegou em 2021, a pedido de Sérgio Conceição, num negócio de cerca de 15 milhões de euros com o Grêmio, e rapidamente se tornou num dos jogadores mais versáteis do plantel. Extremo de raiz, foi sendo solução em várias posições, até se fixar mais nas alas com Farioli.
A estreia aconteceu a 8 de agosto de 2021, frente ao Belenenses SAD, e o primeiro golo surgiu pouco depois, em setembro, numa goleada ao Moreirense. Desde então, soma já 29 golos e uma presença constante no onze portista. Agora, à porta de mais um marco pessoal, Pepê aproxima-se de nomes que ajudaram a escrever páginas douradas no FC Porto — um sinal claro de que também ele já faz parte dessa história.
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