Pepa e o Sporting: «Não podemos confundir respeito com medo»
-Que espera da sua equipa para este jogo com o Sporting e para o campeonato que se avizinha?
-É preciso entrar em campo com muita coragem e com muita capacidade para jogar, sendo sempre uma equipa muito humilde e organizada no momento defensivo. E, acima de tudo, também desfrutar e ser muito fiéis à nossa identidade e ao nosso processo, que está em crescimento. Como já disse várias vezes, o potencial aqui é grande para continuarmos a crescer. É este o caminho: equipa com coragem, alegre dentro de campo, muito competitiva e muito intensa. Isso é algo que é completamente inegociável.
-Que espera deste Sporting muito modificado relativamente à época passada?
- Mais do que aquilo que posso esperar do Sporting, a minha preocupação é a nossa equipa. Isso para nós é o mais importante, independentemente de quem está do outro lado. Quem está do outro lado, nós sabemos: uma equipa muito forte, bem orientada, com reforços — como já disse, muitos e bons —, também com várias saídas, o que faz parte do mercado. Mas essa é a casa deles, o Sporting. Nós sabemos, está identificado, está estudado, é fácil de identificar; às vezes pode ser difícil de anular, mas esse é o nosso trabalho. E aí entra o que é mais importante para nós, que é a nossa equipa. A nossa energia, a maior percentagem vai para nós. Portanto, esse é o nosso grande foco, sabendo que vamos encontrar uma equipa muito forte pela frente. Sabemos disso, mas não podemos confundir respeito com medo. O respeito é pelo Sporting e por todos no campeonato. Seja no campeonato ou depois na Taça de Portugal, por todos. O medo aqui é uma palavra que não entra; são coisas completamente diferentes.
- Como avalia a exibição e a evolução dos seus avançados?
- Estiveram bem, como estiveram todos, foram crescendo bem. Agora, eu olho para os avançados como mais do que os golos, mais do que a cobrança dos golos. Eles vivem de golos, é verdade, mas eu passo essa tranquilidade para eles viverem do rendimento. E o rendimento para a equipa é o mais importante de tudo. Claro que queremos sempre que os avançados façam golos, é normal, é a posição específica e associamos avançados a golos. Mas nós aqui, no nosso dia a dia, no nosso trabalho, no nosso processo e nas nossas ideias, o avançado é muito mais do que apenas o homem dos golos. Portanto, eu não me agarro apenas à quantidade de golos ou ao que os avançados dão dentro da área, mas, sobretudo, ao que dão para a equipa. Nesse aspeto, os dois estão a crescer. E, como disse, continuam com espaço e potencial para crescer ainda mais.
- Começar o campeonato a jogar em casa traz um sentimento ou um impacto diferente?
- Claro que jogar em casa ou jogar fora é diferente, não vale a pena estar a dizer que é a mesma coisa. Mas, muito sinceramente, não é isso que iria mudar seja o que for. Agora, sendo em casa, o que nós queremos depende de nós. Uma coisa é eu pedir e apelar aos nossos adeptos e sócios para virem, para apoiarem nos momentos bons e nos momentos difíceis e para estarem com a equipa. Outra coisa é, depois, é isso refletir-se dentro de campo. E isso temos de ser nós a conseguir. Temos de ser nós a conseguir trazer essa energia, essa sinergia entre os adeptos, a bancada e os sócios. É um fator que nos motiva muito: trazer essa identificação e fazer com que se identifiquem com a equipa. É algo que queremos muito fazer já desde a primeira jornada, principalmente em casa.