Pedro Gonçalves volta a lembrar Rui Costa: «Vestimos camisolas muito diferentes»
Pedro Gonçalves ainda está a dar os primeiros passos em Itália, mas já olha para a história portuguesa da Fiorentina como uma fonte de inspiração. Em entrevista ao jornal La Nazione, o internacional português falou sobre a adaptação ao novo clube, voltou a recordar Rui Costa e deixou uma ambição clara: construir também o seu próprio legado em Florença.
Depois de vários anos em destaque com a camisola do Sporting, Pedro Gonçalves mudou-se para a Fiorentina no final do mercado e iniciou uma nova aventura no futebol italiano. E, naturalmente, o nome de Rui Costa surgiu na conversa, embora o médio português revele que ainda não teve contacto com o antigo jogador dos viola e atual presidente do Benfica.
«Não, na verdade, não. E depois, se te recordas, vestimos duas camisolas muito... digamos, diferentes», brincou, numa referência à histórica rivalidade entre águias e leões. Ainda assim, Pedro Gonçalves reconhece a importância que o ex-jogador teve na história da Fiorentina. «Escreveu páginas muito bonitas da Fiorentina, sei disso. Fez muito. Outro português que passou por aqui e de quem gosto foi o Nuno Gomes», afirmou o atleta, que soma quatro jogos e um golo pela formação italiana.
«Falar de campeões, de quem fez coisas importantes na história do clube, faz-me pensar no futuro, naquilo que eu poderia fazer. O futebol, o desporto, é um desafio contínuo e, por isso, porque não pensar que um dia também posso ter feito algo ainda maior?», atirou, em declarações à La Nazione.
O antigo jogador do Sporting, ainda numa fase de adaptação à Fiorentina e ao calcio, reconheceu que os primeiros tempos têm sido exigentes. «Está tudo a ser muito bom. A Fiorentina e Florença deram-me uma oportunidade extraordinária. O impacto foi imediatamente positivo, emocionante, embora esteja a trabalhar como um louco. Trabalho muito. O Vanoli [treinador] está a fazer-me trabalhar imenso. Na condição física, na resistência aeróbica. Mas é justo que assim seja», contou.
«Precisava de três semanas para estar no meu melhor e, como a paragem no campeonato teve mais ou menos essa duração, diria que estou lá», explicou.
Na Fiorentina, o português encontrou também alguns rostos conhecidos. João Mário e Beto foram naturalmente importantes na adaptação, por partilharem a mesma língua, enquanto Luca Lezzerini acabou por se tornar outro dos seus primeiros amigos no clube.
Quanto aos objetivos, preferiu falar num processo de crescimento coletivo antes de estabelecer metas concretas. «A nossa é muito jovem e o nosso primeiro objetivo deve ser conseguir uma mentalidade vencedora. Criar uma identidade, crescer, alcançar uma mentalidade que nos permita amadurecer e sermos cada vez mais uma equipa.»
«Esta Fiorentina, tal como cada um de nós, jogadores, deve criar e tornar-se algo duradouro e competitivo ao longo do tempo. Depois, obviamente, entramos em campo para ganhar jogos e conquistar pontos, mas o resultado deve ser apenas a consequência deste processo de crescimento», concluiu.