Pavlidis, ponta de lança do Benfica, em lance no jogo com o Gil Vicente (foto: Rogério Ferreira/Kapta+)
Pavlidis, ponta de lança do Benfica, em lance no jogo com o Gil Vicente (foto: Rogério Ferreira/Kapta+)

Pavlidis em todo o lado e Schjelderup no sítio certo (as notas do Benfica)

Os encarnados bateram o Gil Vicente na 24.ª jornada Liga. Prestianni foi titular, mas faltou alegria ao jogo do argentino
A figura - Andreas Schjelderup (7)
O extremo norueguês fez uma exibição adulta, na forma como garantiu perigo constante pelo corredor esquerdo e também como ajudou Dahl a defender. Aos 34 minutos Schjelderup rematou de cabeça com muito perigo e poderia ter sido feliz, não fosse o bom corte de Zé Carlos, defesa com quem travou um duelo muito interessante, perdendo e ganhando duelos ao longo do jogo. Aos 62', o extremo das águias bailou e cruzou com muito perigo, mas Rafa e Pavlidis não acreditaram e esfumou-se excelente oportunidade de golo. Schjelderup foi inconsequente em mais um par de lances até que, aos 73 minutos, novo bailado nórdico e um remate fulminante que Lucão foi incapaz de suster. Correu muito atrás dos três pontos e mereceu o grande golo e o destaque deste jogo.

(5) Trubin — Mostrou segurança em vários momentos, como no remate de Agustin (2'), no cabeceamento de Héctor Hernández (51') e num remate do avançado espanhol (56'), mas ficou a sensação de que poderia ter feito melhor no golo do mesmo Hernández (52') — pareceu querer antecipar e acabou por não tapar o espaço mais óbvio. Finalizou a exibição com grande defesa a remate de Konan (90') e algumas más decisões na reposição de bola com os pés.

(6) Dedic — Ligado à corrente, mas com menos voltagem que o habitual. Agustin deu-lhe algum trabalho e também Luís Esteves, quando caiu na direita, mas Dedic manteve rigor defensivo. No ataque tentou o desequilíbrio, poucas vezes teve sucesso, mas lutou para fazer a diferença. Cruzou bem para Rafa tentar o remate no lance em que a bola sobrou para Schjelderup marcar golo (73').

(6) António Silva — Tentou o passe longo e defendeu com competência, à exceção de um remate que Héctor Hernández fez livre de marcação (56'), parecendo na zona que caberia ao central guardar. Marcou de cabeça o primeiro golo, que deu nova alma à equipa.

(6) Otamendi — Sempre no caminho da bola, pelo ar e junto à relva. Foi dos primeiros a tentar empurrar a equipa, na forma como apertou na marcação mais à frente. Falhou a marcação a Hernández, é verdade, mas o principal pecado nesse lance não foi dele, tendo sido apanhado desprevenido.

(5) Dahl — Ganhou e perdeu duelos com Murilo e fez crescer a exibição com um bom remate (34') para defesa de Lucão e um cruzamento para Pavlidis enviar à trave (38').

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(4) Leandro Barreiro — Sentiu dificuldades para lidar com a qualidade de Luís Esteves e a velocidade de, por exemplo, Konan. Foi dele a primeira e capital distração no lance do golo do Gil, quando deixou fugir Santi García para receber o lançamento lateral de Esteves — García depois cruzou e Héctor Hernández finalizou. Remou contra o Gil, mas muitas vezes de forma desconexa.

(4) Aursnes — Sempre muito clarividente no passe e solidário na recuperação da bola, mas sem fulgor para fazer crescer a equipa, ou pernas para a segurar.

(5) Prestianni — O compromisso defensivo do costume, mas desinspirado nas ações ofensivas e alguma aparente falta de alegria. Foi ele quem recuperou a bola que mais à frente permitiu a Rafa rematar com perigo (18') e se esforçou para cruzar para remate de cabeça de Schjelderup (34').

(5) Rafa — Muitas vezes de costas para a baliza, teve pouca bola, ou demasiado longa. Fez um bom remate para boa defesa de Lucão (18'), mas teve pouco envolvimento e resultado.

(6) Pavlidis — Baixou muito para ter bola e funcionou também como um dos melhores médios do Benfica, além do trabalho que fez na frente. Ofereceu a Rafa uma boa oportunidade (18'), teve movimentação decisiva no golo de António Silva, rematou (de peito, aos 38') à trave e lançou Schjelderup no segundo golo. Faltou mais qualidade na definição de lances de potencial perigo. E foram vários.

(5) Barrenechea — Deu alguma geometria ao jogo, mas sem capacidade para mandar no meio-campo e estancar o Gil.

(5) Richard Ríos — A energia e capacidade de choque que levou para campo foram importantes para ligar a equipa.

(4) Lukebakio — Tentou deixar marca, mas não conseguiu. O drible ainda não lhe sai e teve poucos minutos de jogo para ganhar confiança e poder crescer, sobretudo porque com a entrada de Bah passou para o corredor esquerdo, onde parece menos confortável.

(5) Bah — Fisicamente muito intenso, deu-se ao jogo sem constrangimento e marcou posição no flanco direito, especialmente perigoso para o Benfica.