«O PSG está ultrapassado. É uma equipa que já não mete medo»
Na antecâmara da receção do PSG ao Chelsea para a primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, esta quarta-feira no Parque dos Príncipes, Christophe Dugarry manifestou apreensão com o momento de forma da equipa parisiense, que considera pouco tranquilizador.
O confronto com o Chelsea surge com um sabor a vingança para o PSG, depois da derrota por 3-0 na final do Mundial de Clubes do ano passado, nos Estados Unidos. No entanto, a equipa orientada por Luis Enrique apresenta-se neste reencontro com os blues num estado de forma muito inferior ao da época passada, o que gera preocupação.
A recente derrota em casa frente ao Mónaco para a Ligue 1 (1-3) é um reflexo da aparente quebra de confiança e de rendimento dos campeões europeus. Esta situação alarmou Christophe Dugarry, que partilhou as suas inquietações no programa Rothen s'enflamme.
«O PSG está ultrapassado, sem ideias, é bastante triste», afirmou o campeão do mundo de 1998. «A autoconvicção ou o método de Luis Enrique tem os seus limites. A certa altura, a realidade apanha-te, que é o facto de a tua equipa já não conseguir render. Tudo o que fez a sua força durante cinco meses já não existe. Não se pode ter medo das palavras.»
Dugarry alertou ainda para a possibilidade de a fase de excelência da equipa não voltar a repetir-se. «Durante cinco meses, vimos um Paris Saint-Germain excecional. Isto significa que talvez nunca mais voltemos a ver o Paris Saint-Germain a esse nível. É preciso ouvir isto. E até os jogadores têm de o ouvir», acrescentou.
«Existem mecanismos que não foram ativados porque o Paris Saint-Germain se achou muito forte, e de forma legítima. Pensaram: ‘Isto vai ser suficiente’, mas não é o caso», explicou, mencionando a falta de descanso durante a pausa de inverno e a ausência de reforços para dinamizar o plantel.
Para Dugarry, a consequência é clara: «Hoje, o Paris Saint-Germain está irreconhecível. Tornou-se uma equipa que já não mete medo... »
«Luis Enrique começa finalmente a ficar preocupado. O método Coué já não funciona. Espero, por todos os que gostam do Paris Saint-Germain, que as coisas melhorem, mas eu já estou preocupado há algum tempo», rematou. «Não é um acidente, é uma continuidade. Como é possível a diferença de nível entre o que vimos durante cinco meses e o que vemos hoje? A diferença entre os dois começa a ser muito preocupante.»