Pedro Nuno celebra golo no Estádio da Luz, em novembro de 2018 - Foto: IMAGO

Formado no Benfica já foi carrasco na Luz e recorda «noite que ficará para sempre»

Pedro Nuno marcou na única vitória do conjunto de Moreira de Cónegos no Estádio da Luz. Aconteceu em 2018/19, quando Ivo Vieira era o técnico dos minhotos

O Moreirense volta, no sábado (18h), a um estádio de onde só uma vez saiu com os três pontos. A BOLA conversa com o jogador que marcou o golo da reviravolta nessa partida recordada como perfeita. «É um daqueles jogos que vão ficar na memória. Saiu-nos tudo bem. Toda a gente esteve no seu melhor e conseguimos fazer o que é muito difícil no Estádio da Luz: ganhar. Tínhamos uma equipa incrível», lembra Pedro Nuno.

A turma minhota entrou praticamente a perder, com um golo de Jonas (2'), mas conseguiu dar a volta ao texto. Chiquinho empatou (5'), Pedro Nuno (16') assinou a reviravolta e Loum (36') sentenciou o 3-1 final.

O agora jogador do Otelul (Roménia) diz o que os cónegos têm de fazer para repetir o único triunfo (em 16 encontros) na referida deslocação: «Além do fator sorte, é preciso estar bem organizado, aproveitar as oportunidades para marcar e defender bem. Acho que os níveis motivacionais também vão estar sempre lá em cima e também é importante apanhar os jogadores do Benfica num dia mau.»

O craque, de 31 anos, volta a evocar a «equipa incrível, que jogava um futebol muito positivo e que gostava de ter bola», num Estádio onde «obviamente não é fácil ter bola», embora nesse jogo tenha corrido «tudo na perfeição».

O médio ofensivo confessou ter muito carinho pelos emblemas em questão, já que se formou nos encarnados e jogou três anos nos verdes e brancos. «Acho que o Benfica está muito mais motivado depois da vitória sobre o Sporting e vai querer dar continuidade. Apesar de não depender só dele, tem de fazer a sua parte, se quiser acabar em 2.º», afirma, sobre o momento das águias.

Ainda assim, Pedro Nuno alertou que o Benfica precisará de estar alerta, face à qualidade dos comandados de Vasco Botelho da Costa: «Acredito que o Moreirense não vá facilitar, porque é uma equipa com muito bons jogadores, muito bem organizada, com um futebol positivo e que também vai querer acabar da melhor maneira o campeonato.»

A viver a quarta experiência no estrangeiro - agora na Roménia onde volta a «ser feliz» -, depois de passagem pelo Adanaspor (Turquia), Sebail (Azerbeijão), Korona Kielce (Polónia), o criativo confessa esperar regressar a Portugal em breve. «Estou sempre disposto a ouvir propostas. Não fecho a porta a nada», disse o atleta que foi colega de Bernardo Silva, Ricardo Horta e Gonçalo Guedes nos tempos de Benfica.