Daniel Bragança foi o substituto 'natural' de Hjulmand, em campo e na liderança — Foto: IMAGO
Daniel Bragança foi o substituto 'natural' de Hjulmand, em campo e na liderança — Foto: IMAGO

O menino cresceu, já manda e até usa braçadeira (as notas do Sporting)

Declarações no final do encontro anterior foram assumidas pelo próprio como mote para uma excelente exibição: não basta dizer, há que fazer. O desgaste continua visível na frente, mas os golos disfarçam
MELHOR EM CAMPO: DANIEL BRAGANÇA (nota 8)

Um golo que é mais bomba calórica que outra coisa, tal a beleza da finalização, e um slalom tricotado com o pé esquerdo antes de Charles lhe negar o bis, ao empurrar o próprio corpo na sua direção. Daniel Bragança vê muitas coisas que passam ao lado dos colegas e, com a cabeça levantada e adversários de linhas subidas, pode jogar de cadeirinha, lançando os companheiros para as transições ofensivas. Continua a ser um jogador especial, mesmo neste futebol que continua a olhar com desconfiança para a dimensão física e tem suores frios com a palavra 'duelos'. Acabou como capitão e a braçadeira bem lhe assenta depois das palavras duras que deixou no pós-Tondela, um toque a reunir que ecoou por todo o estádio sempre que pegou na bola e avançou para o meio-campo contrário.

RUI SILVA (6) — Os colegas, à sua frente, sabem que ele está sempre concentrado, seja a algo que lhes escape ou ao controlo da profundidade. Lançou-se para a grande defesa da noite aos 42' na sequência de bola curvada pela canhota de Miguel Nogueira.

QUARESMA (6) — Não foi jogo para aquelas arrancadas que gosta de protagonizar, rasgando meios-campos alheios, mas cumpriu o objetivo da sua presença no onze: tapar os caminhos da baliza de Rui Silva à irreverência de Saviolo, que ainda assustou no primeiro minuto da partida. Aos 76', quase assinou um golaço de pé esquerdo, mas a bola veio de Maxi Araújo, que estava em posição irregular, o que anulou a festa.

DEBAST (6) — Perde na fisicalidade para Diomande, porém não tem par no plantel quando se trata da profundidade do passe à flor da relva, mesmo com Inácio ao lado. Tremenda a forma como rasgou toda a equipa vimanarense na assistência para o 3-0, assinado por Araújo. Depois, veio a desatenção tremenda no autogolo...

GONÇALO INÁCIO (6) — Foi engodo e destinatário final no livre indireto que criou o golo mais importante, o primeiro, porque deu tranquilidade a todos, depois de o jogo ter começado sem bola do lado dos leões. Atravessa uma fase — que vem de antes da paragem por lesão — em que o passe vertical atravessa alguma instabilidade. Teve de fazer algumas coberturas a Araújo, era por aí que o Vitória causava mais problemas.

MAXI ARAÚJO (6) — O golo é fantástico. A meia diagonal inside-in — era Pedro Gonçalves quem estava a dar largura sobre a linha — a corrida, a simulação que sentou o central e, depois, a finalização com o pé direito. Cometeu perto da sua baliza alguns erros sob pressão e nem sempre controlou o opositor direto, Miguel Nogueira, nem o que se passava nas suas costas.

MORITA (7) — Saiu ao intervalo quando estava a ser candidato a melhor em campo. É ele quem descobre Bragança para o 2-0, com a cumplicidade de Trincão, que lhe passara a bola, e depois tem um passe de ninja para o mesmo Trincão, que acerta apenas com dois dedos, em vez dos três da trivela, e falha o alvo perante Charles.

CATAMO (6) — Quando arranca, tudo se complica para quem tem de o defender. Mas não foi das suas noites mais expressivas. Perdeu alguns duelos, mas tirou um amarelo a Balleiro e ainda ofereceu um golo feito a Suárez, mas o colombiano acabou por desfazê-lo com uma péssima finalização.

TRINCÃO (5) — Também ele atravessa momento menos efusivo. Ainda assim participou no 2-0 e ainda falhou a tal trivela, após passe fantástico de Morita.

PEDRO GONÇALVES (7) — Um passe delicatessen no livre que abre o marcador e a assistência carregada de inteligência para o golo de Luis Suárez. Também não atravessa grande momento e, por isso, pouco sorri, todavia, não é por isso que deixa de influenciar resultados.

LUIS SUÁREZ (8) — Duas assistências e um golo. Um grande falhanço, aquele ao minuto 42, e mais algumas oportunidades perdidas (e/ou defendidas por Charles). Incansável, é um predador à solta e também ele não precisa estar no seu melhor para mesmo assim conseguir ferir ou até fazer com que a equipa fira os rivais.

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LUÍS GUILHERME (6) — Uma grande arrancada, com finalização eficaz, no primeiro grito de emancipação dado pelo brasileiro. Até aqui, tinha sido curto. E agora, como vai ser?

NUNO SANTOS (6) — Quando entra é para mexer, cheio de energia. Vários cruzamentos que mereciam mais.

KOCHORASHVILI (5) — O Vitória nunca abrandou e coube-lhe entrar para ajudar.

QUENDA (-) — Ainda em fase de recuperação de ritmo.

DIOMANDE (-) — Nove minutos apenas em campo.

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