Declarações de Farioli sobre os festejos dos adeptos do FC Porto quando Rafa marcou e deu a vitória ao Benfica no dérbi com o Sporting

O «barulho» que o Dragão fez no golo do Benfica e o clássico que aí vem: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto analisou vitória (2-0) frente ao Tondela, na noite deste domingo, no Dragão

Francesco Farioli comentou o regresso do FC Porto às vitórias no Dragão, na noite deste domingo, diante do Tondela (2-0), que permite à equipa azul e branca aproximar-se da conquista do título.

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— Que análise faz ao encontro?

— Foi um jogo positivo, poucos dias depois da eliminação da Liga Europa. Tivemos uma boa exibição em Nottingham também, agora chegámos com 0-0 ao intervalo, mas tivemos oportunidades além do penálti. Marcar no arranque da segunda parte foi importante para nós e, depois, fechámos a vitória com o golo do Victor [Froholdt].

— Como viveu o momento em que o Dragão festejou o golo do Benfica?

— Estava lá dentro a preparar os últimos detalhes do jogo. O barulho foi alto e os jogadores ouviram os festejos, mas a prioridade teve de estar em nós. Fico feliz pela forma como os jogadores geriram o jogo. Sabíamos que a tensão estava aqui. Esta era a parte que podíamos controlar. A performance foi madura, desde o primeiro ao último minuto.

— Derrota do Sporting no dérbi tem influência no clássico da Taça de Portugal? Que impacto tiveram as substituições ao intervalo?

— A primeira parte foi positiva. Com 0-0, o resultado não traduziu o que aconteceu, tivemos o penálti e mais situações na pequena área. Fizemos a nossa exibição como queríamos, a avaliação é muito positiva. O Pablo [Rosario] teve um grande impacto no jogo, com influência nos dois golos. Quanto ao resto, vou analisar o jogo do Sporting; vai ser importante analisar para o próximo jogo. As duas equipas vão querer passar. Jogamos no Dragão, queremos jogar todas as cartas para passar, temos a oportunidade de fazer a reviravolta. Não sabemos o que virá, sabemos apenas o espírito e o nível de vontade que vamos levar para o campo.

— Como geriu a euforia dos jogadores após a vitória do Benfica?

— Os jogadores tiveram a liberdade para gerir a preparação da forma em que se sentiam mais confortáveis. A nossa regra coletiva era focar-nos no que tínhamos de fazer. No estádio, com 50 mil pessoas, é difícil ficar isolado completamente. É normal ter estes sentimentos, mas os jogadores estiveram muito bem.

— Que peso têm Gabri e Froholdt, que continuam a contribuir?

— Os médios ofensivos sempre tiveram contribuições importantes. Estamos a ter contribuições e números de todos, também do Rodrigo [Mora] e do Seko [Fofana]. É algo importante. O trabalho do Deniz [Gul] no primeiro golo também. É sempre o trabalho coletivo que faz a diferença.

— O que se passou com Zaidu? Estará disponível para o clássico?

— Penso que sim, foi uma cãibra, só acumulação de fadiga, nada mais do que isso.

— Depois de uma primeira parte positiva de Mora, o jogador saiu ao intervalo. Como se gere essa substituição?

— Concordo que o Rodrigo teve uma boa exibição. Tirei os dois jogadores com cartão amarelo [Kiwior também saiu], nada mais.