Diogo Santos recorda conversa marcante com o técnico do Sporting

«Nuno Dias nunca está satisfeito e João Matos vai fazer muita falta»

Diogo Santos destacou a importância do técnico e do capitão leonino no seu crescimento e assumiu que vencer o Mundial pela Seleção Nacional é o grande objetivo que tem neste momento

Diogo Santos abriu as portas do balneário do Sporting e destacou duas das figuras que mais o marcaram na carreira: Nuno Dias e João Matos. Em declarações a A BOLA, o ala leonino falou da exigência do treinador, da mística passada pelo capitão e ainda da ambição de continuar a conquistar títulos, tanto no clube como na Seleção, onde assume ter o Mundial como grande objetivo.

— Falando sobre o Nuno Dias, o que o separa dos outros treinadores?

É um treinador que liga bastante aos pormenores. Todos os jogos, tem algo diferente para mostrar e para mudar no nosso estilo de jogo e nas nossas táticas. Tem muita vontade de ganhar. Acima de tudo, é a vontade de ganhar e nunca estar satisfeito.

— Alguma conversa que tenha tido com ele no início da carreira que tenha ficado na memória?

Ele sempre me disse: 'Sou eu quem tens de ouvir. Esquece tudo o que te dizem fora daqui. Confia no que te digo que vais ser um grande jogador'. Foi isso que me fez ser o jogador que sou hoje.

Nuno Dias com o tão desejado troféu (foto UEFA)
Nuno Dias com o tão desejado troféu (foto UEFA)

— Lembra-se dos primeiros treinos na equipa principal, como é que ele lidou consigo?

Ele mete todos os jogadores à vontade, mas também põe aquela pressão e reclama quando tem de reclamar. Isso é bastante positivo, ele corrigir-nos faz-nos ser melhores jogadores.

— E como são as duras dele?

Disso já não posso dizer bem. Porque são críticas duras. Toda a gente o conhece e sabe que ele gosta de gritar. Nos treinos não é diferente. Mas é bom para nós, porque faz-nos crescer.

— Em relação ao João Matos. Quão importante é ele para o grupo?

Muito importante. É um líder nato. Tem essa qualidade melhorada que é a de ler o jogo. Ajuda-nos bastante, quer nos treinos ou nos jogos, a perceber melhor o que fizemos menos bem ou fizemos bem. Até mesmo coisas que fizemos bem ele tenta sempre dar o seu ponto de vista.

— Também ajuda a passar a mística do Sporting para vocês?

Sinto bastante isso dentro do balneário, no momento do grito. A vontade com que ele grita, a força que ele faz. Sinto mesmo na pele que isto é ser sportinguista.

— O João Matos vai fazer falta ao futsal do Sporting quando acabar a carreira?

Sim. Já faz falta e ainda não foi embora.

João Matos, capitão do Sporting (Rui Raimundo/ASF)

«Mundial é o grande objetivo»

— Quais são as diferenças entre vestir a camisola da Seleção e do Sporting?

Há uma grande diferença. Sinto mais pressão a vestir a camisola do Sporting. Como sou sportinguista, sinto outra pressão. Na Seleção sinto pressão também, como é óbvio. É o patamar mais elevado, que qualquer jogador quer chegar, mas sinto-me mais à vontade a jogar na Seleção. Até porque desempenho outros papéis e o estilo de jogo é um diferente. É uma felicidade enorme poder representar a Seleção e o Sporting.

Diogo Santos soma 30 internacionalizações pela Seleção Nacional (Foto: FPF)

— O grupo da Seleção continua com a ambição de recuperar os títulos europeu e mundial?

Claro que sim. No Europeu, demos tudo, mas acabou por dar para a Espanha. Mas, com certeza, queremos ganhar tudo e sabemos que temos qualidade suficiente para voltar a ganhar.

— Sente que o Mundial é o objetivo principal para a sua carreira?

Hoje, depois dos troféus que já ganhei, o que me falta é o Mundial. É o objetivo principal.

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