Não é videojogo mas parece: cinco jogadores em modo carreira no Sporting
A sucessão de Ruben Amorim parecia um desafio hercúleo, não só pelos resultados, mas pela identidade tática que parecia tatuada na pele deste Sporting. No entanto, Rui Borges não só aceitou a herança como a… valorizou. Com a introdução de um novo sistema, o seu 4x2x3x1, o técnico promoveu uma revolução tranquila que está a elevar o desempenho individual a patamares nunca vistos. E quando ainda faltam (pelo menos…) 11 jogos para o fim da temporada do leão, cinco nomes saltam à vista por terem atingido (ou estarem a escassos passos de superar) os seus máximos de carreira. Do instinto matador de Suárez à afirmação definitiva de Fresneda, Alvalade assiste a uma valorização patrimonial galopante. Mais do que coincidência, trata-se de um padrão. E, à semelhança do que aconteceu na era Amorim, o Sporting volta a afirmar-se como plataforma de valorização individual — agora com a assinatura de Rui Borges.
SUÁREZ: HERDEIRO DO INSTINTO
Se havia dúvidas sobre quem assumiria o peso do golo, o colombiano dissipou-as. Com 33 golos em 42 jogos, Suárez já bateu o seu recorde pessoal de finalização (31 golos). Mais do que os números, é a forma como se adaptou a jogar como referência num ataque apoiado, tornando este leão mais letal e menos dependente da transição como acontecia com Gyokeres.
ALA PRODUTIVA: MAXI E GENY
A transição para uma linha de quatro defesas poderia ter condicionado os alas, mas aconteceu o oposto. Geny Catamo já superou os números da época do título (2024/25), somando 8 golos e 4 assistências. Por sua vez, Maxi Araújo precisou de apenas 35 jogos para igualar o seu melhor registo histórico obtido no México, provando que a largura total dada por Rui Borges potencia a sua chegada à área.
TRINCÃO: A MAGIA ESTÁ DE VOLTA
Trincão está em vias de assinar a sua temporada mais produtiva de sempre. Com 11 golos e 14 assistências, já igualou o seu melhor registo de golos e está a três passes decisivos de bater o recorde de assistências. No novo sistema, o português ganhou liberdade para flutuar entre linhas, tornando-se o motor criativo que define o ritmo do jogo leonino. É de resto, o mais utilizado de todo o plantel leonino.
FRESNEDA: ANO DE AFIRMAÇÃO
Após uma época de adaptação, Fresneda é talvez o maior exemplo de ‘renascimento’. Com 37 jogos disputados, superou largamente o seu máximo de utilização. A maior consistência defensiva exigida por Rui Borges conferiu-lhe a maturidade que o Sporting procurava quando investiu na sua contratação, tornando-o um lateral completo e de confiança.
Com ainda algumas batalhas pela frente, o teto destes jogadores ainda não foi alcançado. A ideia passa por elevar esta fasquia e, claro está, aliar-lhe títulos coletivos nos próximos meses...