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Mundial: o recorde de Portugal que de nada serve
Ninguém teve mais bola na sua posse, nos jogos de estreia deste Mundial, do que Portugal: 75 por cento frente à RD Congo. Ou seja, excluindo os tempos de compensação, a Seleção Nacional teve mais de 67 minutos com a bola em seu poder. Argentina, Espanha, Inglaterra, Alemanha, França e Uruguai, por exemplo, tiveram menos posse de bola.
O problema foi mesmo ter muita bola, mas um jogo demasiado estéril: sete remates e um só enquadrado — o do golo de João Neves. Ronaldo teve dois remates ao lado, sim, mas com baixos índices dos chamados golos esperados.
Portugal apresentou um futebol demasiado parecido com o de Espanha frente a Cabo Verde (73 por cento de posse de bola), mas os espanhóis somaram 27 remates, sete deles enquadrados. A Espanha deu muito trabalho a Vozinha, mas Portugal não obrigou Lionel Mpasi a uma tarde de muitos apuros. a RD Congo, ao invés, teve oito remates e dois enquadrados. Também poucos, sim, mas com apenas 25 por cento de bola — ou, se quisermos, 22 minutos e meio a tocar na bola.
Jogo | Posse de Bola (%) | Diferença (%) | |||
Portugal - RD Congo | 75% – 25% | 50 | |||
Espanha - Cabo Verde | 73% – 27% | 46 | |||
Turquia - Austrália | 71% – 29% | 42 | |||
Uruguai - Arábia Saudita | 67% – 33% | 34 | |||
Colômbia - Uzbequistão | 67% – 33% | 34 | |||
Suíça - Qatar | 66% – 34% | 32 | |||
EUA - Paraguai | 65% – 35% | 30 | |||
Alemanha - Curaçao | 64% – 36% | 28 | |||
Coreia do Sul - Chéquia | 62% – 38% | 24 | |||