Mundial 2026: jogadores aprovados, mas Irão acusa EUA após recusa de alguns vistos
O Irão denunciou este sábado um «tratamento discriminatório» por parte dos Estados Unidos, após a recusa de vistos a vários membros da equipa técnica da seleção nacional para o Mundial 2026.
A polémica surge em resposta a uma declaração de Tom Barrack, embaixador norte-americano na Turquia, que havia garantido a emissão de vistos para todos os jogadores e «pessoal de enquadramento necessário» da comitiva iraniana.
Contudo, a embaixada do Irão na Turquia apresentou uma versão diferente dos factos através de uma publicação na rede social X. «Porque não dizem que os vistos foram recusados a uma grande parte do pessoal de direção e de enquadramento, a conselheiros técnicos e a outras pessoas que fazem parte integrante da equipa nacional?», questionou a representação diplomática, classificando a situação como «o mais alto nível de tratamento discriminatório intencional».
Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, os vistos foram negados ao diretor da equipa, a representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do departamento de segurança, bem como ao porta-voz da seleção.
O Irão foi uma das primeiras seleções a garantir a qualificação para o torneio. No entanto, a sua participação chegou a estar em dúvida após o início dos ataques israelo-americanos ao país, a 28 de fevereiro. A incerteza em torno da obtenção de vistos já tinha forçado a seleção a alterar o seu local de estágio de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México.
A seleção iraniana encontra-se atualmente na Turquia e tem partida agendada este sábado para Espanha, de onde seguirá para o México, onde deverá chegar no domingo. O primeiro jogo do Irão na competição está marcado para 15 de junho, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia.