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Mundial 2026: gesto de videoárbitro leva a pedido de afastamento (vídeo)
A FIFA está a acompanhar um incidente que envolveu um elemento da equipa de arbitragem do Alemanha-Curaçau no Mundial 2026: Shaun Evans fez um gesto com a mão frequentemente associado a grupos supremacistas brancos.
O árbitro australiano exercia as funções de assistente de VAR (support VAR) na partida em que a Alemanha derrotou a seleção de Curaçau.
Nesta edição do Mundial, e depois dos hinos, também os árbitros são apresentados na emissão, incluindo os três que estão na sala de VAR.
Instantes antes do apito inicial, no momento em que a equipa de arbitragem olhava para as câmaras da transmissão, o juiz da A-League fez um sinal de OK com a mão direita para baixo.
@FOXSports @FIFAWorldCup I don’t usually post controversial things but this is unacceptable. Watching the start of Germany vs Curaçao, the Australian replay official Shaun Evans gives the OK sign with his right hand. This is a known white supremacist sign. Please share. pic.twitter.com/5Nq5gfyxmj
— James Weyer (@James_Weyer_) June 14, 2026
Embora o gesto, com polegar e indicador juntos e os restantes três dedos esticados, seja normalmente um sinal de aprovação (com a mão para cima), a mão para baixo, ao longo do corpo, é associada à supremacia branca, por mostrar as letras WP (white power/poder branco). Noutros contextos, é associado ao jogo do círculo, no qual quem faz o gesto 'obriga' o interlocutor a olhar para a sua mão abaixo da cintura.
Face à situação, detetada por muita gente, e a gravidade da associação à supremacia branca, a FIFA vai abrir um inquérito formal para investigar o contexto e a real intenção do árbitro australiano por trás do polémico gesto.
Há dois anos, nos Jogos Olímpicos de Paris, um oficial da prova foi afastado pelo mesmo gesto.
Entretanto, o painel antidiscriminação Fare, parceiro da FIFA, solicitou, esta segunda-feira, o afastamento imediato do videoárbitro Shaun Evans do Mundial. O pedido surge na sequência de um gesto realizado pelo australiano, que foi associado a grupos de supremacia branca.
Em comunicado, a Fare expressou a posição de forma inequívoca: «O sentimento dos nossos especialistas é que o gesto usado é claramente um 'Ok' invertido, usado como o símbolo de poder branco nos círculos de extrema-direita internacional.»
Face à gravidade da situação, o painel antidiscriminação considera que a continuidade do árbitro na competição é insustentável, defendendo que «este árbitro não deve ter mais nenhum papel neste Mundial».
Notícia atualizada às 11h51.
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