Morita em duelo intenso com Gabri Veiga (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Morita veio do Sol Nascente para iluminar a resistência do leão (as notas do Sporting)

Japonês fez uma exibição fantástica e ainda um corte primoroso após Rui Silva ter segurado na mão direita o bilhete para o Jamor. Diomande tem uns 'bolsos' enormes

Rui Silva (8) — Na mão direita do guarda-redes, após um remate de cabeça à queima roupa de Moffi, ficou seguro o bilhete do Sporting para o Jamor. Uma defesa absolutamente imperial após mais de 100 minutos em que, apesar da pressão portista, não executou qualquer parada digna de subir muito o registo dos elogios. Mas a última foi qualquer coisa…  

O melhor em campo: Morita (8)

É do Japão, a terra do Sol Nascente e iluminou a resistência duma equipa no limite físico, quer cortando muitas linhas de passe e ganhando o duelo a Froholdt, aquele loirinho que não pára um segundinho e tenta sempre alargar as vistas da sua equipa que só não fez ainda mais pelo atestado de interdição que o nipónico lhe passou. Saber de cor todos os compêndios táticos dá um jeito enorme a Rui Borges. Durante o período mais afoito do leão, na primeira parte, foi ele quem lhe deu amplitude com rasgos pelas diagonais a abrir espaços para movimentos interiores dos extremos. Depois do golo no dérbi, mais uma enorme exibição do camisola 5. Está em final de contrato, não renovará e ficará o treinador a 'chorar'. E o que dizer daquele corte depois da enorme defesa de Rui Silva no último lance? Talvez enorme.

Eduardo Quaresma (7) — Novamente deslocado para a lateral direita, foi por ali que começou a esticar a equipa com conduções de bola com algum risco mas necessárias para dar amplitude à equipa. Pietuszewski, o opositor direto, até pode ter um talento desmedido, mas conseguiu controlá-lo bem.  

Diomande (8) — O costa-marfinense tem uns bolsos enormíssimos, pois depois de lá colocar por duas vezes Gyokeres nos encontros com o Arsenal, agora foi a vez de lá colocar Deniz Gul. Os guerreiros leoninos iam caindo fruto do imenso desgaste mas Diomande resistiu até ao fim. Podia-se descrever aqui todos os cortes que efetuou, mas o espaço é limitado porque foram inúmeros.  

Gonçalo Inácio (4) — Noite com pouquíssimos motivos para recordar porque a única coisa que lhe correu bem foi o árbitro não ter visto que cometeu falta sobre William Gomes. De resto, acertou nas pernas do brasileiro, lesionou-se logo aos cinco minutos e aos 11 teve de ser substituído.  

Maxi Araújo (7) — Teve pela frente William Gomes, homem que causou muitos estragos ao leão no encontro da primeira volta da Liga mas desta vez conseguiu pará-lo. Por esta hora ainda terá a língua em sangue, tantas vezes a mordeu para em muitos assomos de raça, acompanhar o extremo e lhe tapar os caminhos. Foi mais um que saiu com queixas física porque, para todos os efeitos, a condição física humana tem limites.  

Galeria de imagens 23 Fotos

Hjulmand (6) — Mais um a sair por lesão depois de Gonçalo Inácio. Tentou ao máximo aguentar mas teve mesmo abandonar o relvado no início do segundo tempo. Antes disso, travou duelo de com Gabri Veiga e o espanhol nada fez por aí além muito por culpa do Cavaleiro da Dinamarca. Não foi muito afoito para lá da linha do meio-campo mas talvez por estratégia de Rui Borges, sabendo-se que quanto mais ele sobe, mais o Sporting cresce.  

Geny Catamo (7) — Foi o primeiro a dar o grito do Ipiranga no ataque leonino, tentando (e conseguindo) esticar o jogo pelo lado direito. E na primeira parte só não teve mais sorte porque Bednarek lhe intercetou um remate (32’) fortíssimo que tinha muito para ser bem sucedido. Na segunda parte perdeu algumas bolas, mas teve sempre a baliza contrária em ponto de mira.     4

Trincão (6) — Pode não ter aparecido tanto como costuma aparecer em termos ofensivos porque tinha, também, a missão de descer no terreno para tentar igualar a linha a meio-campo. Mas quando teve a bola coladinha ao pé esquerdo, tricotou como só ele sabe. No entanto, como a equipa pouca bola teve, não sobressaiu muito.  

Quenda (5) — Voltou à titularidade depois de cinco meses e duma ausência prolongada que incluiu uma operação ao quinto metatarso do pé direito e uma recuperação em Londres. E notou-se que ainda está muito longe da melhor forma, perdendo muitas bolas e não acertando numa (26’) que poderia muito bem ter dado golo.

Luis Suárez (7) — Não marcou, é certo, mas o Sporting bem o poderia ter feito por ação sua, tendo em conta o passe fantástico para LuÍs Guilherme (90+2) que o colocou na cara de Diogo Costa. Estava morto fisicamente mas deu vida à equipa, porque é fortíssimo nas receções de bola e descai muito para as alas para baralhar a defesa contrária. E foi mesmo em mais uma receção de bola primorosa que Alan Varela lhe fez uma falta feia e foi expulso, ganhando o leão um importantíssimo balão de oxigénio.

Debast (7) — Não entrou muito bem perdendo algumas bolas na primeira fase de construção, mas no segundo tempo foi imperial a defender.  

Daniel Bragança (6) — Temeu o leão que ficasse em desvantagem física nos intensos duelos a meio-campo mas o esquerdino foi compensando com inteligência tática.  

Ricardo Mangas (6) — Deu tudo e mais alguma coisa para impedir ataques do dragão, com um corte muito bom já na compensação (90'+5).

Pedro Gonçalves (5) — Ficou entre a linha intermediária e o ataque e sabendo-se que não está na melhor das formas cortou espaços e ajustou linhas.  

Luís Guilherme (4) — Ficou cara a cara com Diogo Costa após um enorme passe de Luis Suárez e, apesar da defesa de Diogo Costa, faltou-lhe frieza para marcar.