Micah Richards «completamente devastado» após condenação do Manchester City
O Manchester City foi considerado culpado de todas as acusações relacionadas com graves violações das regras financeiras da Premier League durante um período de nove temporadas. As infrações dizem respeito ao período entre 2009/10 e 2017/18 e incluem a utilização de contratos comerciais considerados fictícios, a apresentação de contas incorretas e a ocultação da verdadeira situação financeira do clube perante os seus auditores e os organismos reguladores.
A decisão gerou forte impacto no seio dos antigos jogadores do clube. Micah Richards, ex-defesa dos citizens e campeão inglês em 2011/12 —, período no qual o clube conquistou a Premier League em três ocasiões —, manifestou a sua desolação.
«Os relatórios foram preocupantes», afirmou o antigo internacional inglês de 38 anos no podcast The Rest is Football. «Vi os termos utilizados pela Premier League, como contratos simulados, e fiquei completamente devastado. Estive naquele clube desde os 14 anos, morreria por aquele clube. Conquistei o meu sonho no Manchester City, mas ouvir estes relatos e pensar no que não só eu, como antigo jogador, mas também os adeptos têm de passar, é absolutamente devastador.»
Richards, que viveu com uma família de adeptos de longa data durante a sua passagem pela formação do clube, revelou ainda o choque vivido no seio dos apoiantes históricos: «O senhor com quem vivi ligou-me, estava literalmente em lágrimas e a pedir-me informações que não tenho. Não tenho respostas para lhe dar. É alguém que apoia o clube há mais de 60 anos e a incerteza em torno de tudo isto é desoladora. Ter uma notícia desta natureza sobre um clube que amo tanto tem sido difícil. Se ouvirmos os relatórios, são condenatórios. Sinto-me triste, sinto-me zangado e um pouco confuso porque, por outro lado, existe a versão do City.»
O clube continua a negar qualquer irregularidade e tem até 2 de outubro para apresentar recurso. No sábado, o presidente Khaldoon Al Mubarak emitiu um comunicado a manifestar a confiança em provar a inocência da instituição, enquanto na terça-feira o diretor executivo Ferran Soriano transmitiu aos funcionários e jogadores que a comissão «ignorou provas irrefutáveis».
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