As palavras do ex-treinador do Benfica no primeiro dia do Real Madrid

Mercado: como o Barcelona 'roubou' Rodri a Mourinho

Cúpula dos catalães, composta por Joan Laporta, Deco e Alejandro Echevarría, esteve nos Estados Unidos a assistir à final do Mundial e iniciou as sondagens pelo médio espanhol logo após a sua consagração como campeão do mundo e MVP da final. Internacionais dos 'blaugrana' decisivos

A contratação de Rodri por parte do Barcelona começou a ser delineada nos Estados Unidos, imediatamente após a final do Mundial 2026. Segundo a imprensa catalã, Joan Laporta, Deco e Alejandro Echevarría, braço direito do presidente dos blaugrana, marcaram presença na prova desde as meias-finais, em Dallas, e assistiram em Nova Jérsia ao momento em que o médio ergueu o troféu como capitão, sendo ainda distinguido como o melhor jogador da final (MVP).

Na Catalunha, havia a noção de que o Real Madrid estava numa posição avançada para garantir o jogador. A equipa orientada por José Mourinho procurava um médio de topo e Rodri esteve perto de assinar pelo clube da capital na semana seguinte à final do Mundial. Contudo, o jogador preferiu aguardar.

O desejo de Rodri era regressar a Espanha para competir na LaLiga, e tanto o Real Madrid como o Barcelona representavam opções de topo. No entanto, o estilo de jogo da equipa de Hansi Flick é visto como mais compatível com as características do médio do que o de Mourinho.

Paralelamente, o Real Madrid já tinha um acordo encaminhado com o Manchester City por 60 milhões de euros, um valor que o clube madrileno podia pagar numa única prestação. O Barcelona, por sua vez, enfrenta o desafio de encontrar uma solução financeira para uma verba tão elevada por um jogador cujo contrato só termina em 2027.

Enquanto Rodri refletia sobre o seu futuro, o processo arrastava-se sem que a sua transferência para o Real Madrid se concretizasse. Discretamente, o Barcelona, liderado por Deco, continuava a trabalhar na operação. No início da semana de 27 de julho, o jogador foi submetido a uma pequena intervenção cirúrgica às costas para debelar umas queixas, um procedimento ambulatório que lhe permitiu ganhar tempo para ponderar a sua decisão.

O Barcelona aguardava um sinal claro da preferência do jogador antes de iniciar negociações formais com o Manchester City. A condição era que Rodri demonstrasse o seu desejo de vestir a camisola blaugrana. Esse sinal chegou na quinta-feira ao Barcelona, dando início a um processo que agora se acelera.

Conversas com jogadores do Barcelona ditaram a nega ao Real Madrid

A decisão do ainda jogador do Manchester City, que deixou os adeptos do Real Madrid surpreendidos, não foi um ato impulsivo, mas sim o culminar de um processo de reflexão que durou várias semanas. A reviravolta na transferência não se deveu a qualquer desacordo de última hora nas negociações entre o Real Madrid, o Manchester City e o jogador. Na verdade, o médio espanhol já alimentava sérias dúvidas sobre o seu futuro há algum tempo e procurou aconselhamento junto de fontes improváveis.

Vários jogadores do Barcelona que estiveram presentes no último Campeonato do Mundo confirmaram ter tido conversas privadas e discretas com Rodri. O médio mostrou-se interessado em conhecer as dinâmicas internas do balneário do Barcelona, o ambiente na equipa nos últimos dois anos e os métodos de trabalho da equipa técnica liderada por Flick.

Rodri chegou mesmo a expressar o seu desejo de regressar à LaLiga, mostrando-se particularmente curioso sobre como seria a sua receção no balneário do Camp Nou, um plantel marcado pela juventude e pela forte presença de jogadores formados no clube.

O desfecho dos acontecimentos sugere que as respostas obtidas junto dos internacionais do Barcelona foram decisivas e agradaram a Rodri. De resto, o médio é conhecido por ser uma figura consensual, apreciado tanto pela sua indiscutível qualidade futebolística como pelo seu comportamento extremamente profissional.

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