Meio-campo com Vitinha, João Neves e... Kimmich esteve perto de acontecer
Um documentário da ZDF, intitulado «Capitão Kimmich», revela os bastidores da quase transferência de Joshua Kimmich para o PSG no início de 2025. O médio alemão esteve muito perto de deixar Munique, mas acabou por decidir permanecer no clube bávaro.
A relação entre Kimmich e o Bayern deteriorou-se significativamente durante a época 2023/2024, sob o comando do treinador Thomas Tuchel. O ambiente no balneário era tenso, como descreveu o diretor desportivo do Bayern, Max Eberl. «Não havia alegria, não havia diversão, estava tudo tenso», afirmou Eberl, acrescentando que, à sua chegada em março de 2024, sentiu que «alguns jogadores, e talvez também o Jo [Kimmich], já tinham encerrado o capítulo do Bayern».
A situação agravou-se quando o próprio Eberl se mostrou aberto à venda do jogador para reestruturar a «imensa estrutura salarial» da equipa. Esta postura afetou Kimmich, que admitiu ter sido «um sentimento novo» ouvir do clube: «Sim, se quiseres, podes ir». O jogador confessou que estes acontecimentos o levaram a perder «um pouco o amor pelo clube e pelas pessoas que estavam no comando».
Neste contexto, o PSG apresentou uma proposta concreta e financeiramente «impressionante» no início de 2025. A oferta foi tão séria que a sua esposa, Lina Kimmich, já tinha visitado apartamentos, creches e o centro de treinos em Paris. «Se fosse apenas uma questão de dinheiro, não teria de pensar na minha decisão nem por um segundo», revelou Kimmich, sublinhando a dimensão da proposta parisiense. A sua esposa confirmou a incerteza que pairou sobre o futuro do jogador: «Até ao último dia, não era realmente certo se ele ficaria ou não».
A reviravolta começou com a chegada do novo treinador, Vincent Kompany. Embora a declaração de Eberl e Kompany de que Kimmich seria um pilar na reconstrução da equipa não tenha resolvido tudo de imediato — no verão de 2024, o jogador ainda estava «95%» convencido de que não renovaria —, a relação com o técnico belga foi crucial. Kimmich sentiu uma confiança por parte de Kompany que nunca tinha sentido de outro treinador.
Apesar da proposta tentadora do PSG, onde lhe foi prometido ser «uma peça importante do puzzle», a decisão final de Kimmich foi permanecer em Munique. O fator decisivo foi a recuperação da confiança no seu papel no clube e a ambição de se tornar capitão. «No final, foi esta visão de me tornar capitão num clube tão grande. E isso é algo muito grande e muito especial», explicou Joshua Kimmich. A sua esposa, Lina, descreveu o momento da decisão como «um momento de alívio». «Abraçámo-nos por um instante e eu disse-lhe: Parabéns, assim está bem», partilhou.