Mário Ferreira, treinador do Fafe - Foto: @adfafe_oficial
Mário Ferreira, treinador do Fafe - Foto: @adfafe_oficial

Mário Ferreira retira pressão ao Fafe, mas acredita em final inédita

Treinador dos minhotos procura a vitória em Torres Vedras diante do Torreense e em marcar presença no Jamor, mas relembra que o adversário é o favorito na eliminatória

Mário Ferreira garantiu que o Fafe está preparado para contrariar o favoritismo do Torreense, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, que vai decidir o acesso à final no Jamor, esta quinta-feira.

Após o empate em Fafe (1-1), na primeira mão, realizada a 4 de fevereiro, a equipa da Liga 3 desloca-se a Torres Vedras para defrontar o terceiro classificado da Liga 2, em posição de acesso ao play-off de subida, e está disposta a apresentar-se da «melhor forma possível», embora o favoritismo pertença ao adversário.

«Há favoritos, e o favorito é o Torreense. Temos de ser sérios e honestos. Estamos num nível inferior, apesar de a Liga 3 estar a crescer. Dentro das nossas possibilidades, vamos olhar para o plano estratégico. A responsabilidade é da equipa da Liga 2, que está a lutar pela subida de divisão», disse esta quarta-feira, na antevisão ao encontro marcado para as 20h45.

Embora a formação do Oeste esteja numa fase decisiva do campeonato, com objetivos em aberto, ao contrário dos minhotos, que já asseguraram a permanência no terceiro escalão, o timoneiro lembrou que o encontro de quinta-feira tem «características diferentes» dos respetivos campeonatos.

«[Espero um Torreense] muito forte. Tem uma capacidade ofensiva muito grande. Joga no seu terreno com uma intensidade muito elevada e vai-nos dar muito trabalho. A questão do campeonato não vai estar neste jogo. Esperamos um Torreense com capacidade para ser forte e defender bem em vários momentos», detalhou.

Mário Ferreira admitiu, contudo, que o facto de o conjunto aurinegro ter garantido a permanência na Liga 3 a duas jornadas do fim originou «uma semana mais tranquila em termos de ansiedade e nervosismo», que dá «mais conforto e tranquilidade» aos jogadores para se focarem no «plano estratégico».

Ciente de que a eficácia nas bolas paradas foi decisiva para a campanha do Fafe, que eliminou os primodivisionários Moreirense, Arouca e SC Braga, semifinalista da UEFA Europa League, Mário Ferreira disse ter trabalhado esse momento do jogo, assim como as grandes penalidades.

Agradado com o «trajeto histórico» dos minhotos, que alcançaram as meias-finais da prova rainha pela terceira vez e procuram uma inédita final, o técnico salientou ainda que os 419 adeptos fafenses esperados em Torres Vedras vão contribuir para «uma boa festa do futebol».

«Conseguimos criar uma simbiose com os adeptos e a cidade. Vamos ter menos adeptos do que em casa, mas vão ser muito bons. Independentemente do que aconteça, jogadores, equipa técnica e adeptos estarão preparados para lidar com todos os momentos do jogo», disse.

O vencedor dessa meia-final defronta, na final, Sporting ou FC Porto, equipas que se defrontam esta quarta-feira, no Estádio do Dragão, no Porto, às 20h45, em desafio da segunda mão, após os leões terem vencido em Alvalade na primeira mão, por 1-0.