Na edição do próximo ano, a Maratona de Paris terá um novo percurso. IMAGO
Na edição do próximo ano, a Maratona de Paris terá um novo percurso. IMAGO

Maratona de Paris de cara lavada em 2027

A empresa que organizava o evento desde 1998 perdeu o concurso e os novos responsáveis querem mais mulheres, mais pessoas com deficiência, mais bairros históricos e tolerância zero ao plástico.

A Maratona de Paris terá um novo organizador a partir de 2027, o que trará alterações significativas ao percurso, um maior foco na ecologia e novas iniciativas sociais. Após um concurso polémico, o conselho de Paris atribuiu a concessão para o período de 2027 a 2030 ao agrupamento Cadence, pondo fim a uma ligação de quase três décadas com a ASO (1998).

A decisão foi tomada esta semana e a proposta da Cadence obteve a classificação mais alta (9,7 em 10), cumprindo os novos critérios exigidos pela autarquia, que valorizavam a qualidade do projeto de exploração (45%), a oferta financeira (30%) e a qualidade ambiental (25%).

Maxime Sauvage, vereador do Desporto da Câmara de Paris, destacou a «vontade de fazer evoluir o percurso a cada ano para homenagear diferentes bairros parisienses» como um dos pontos fortes da nova proposta. O novo concessionário planeia também «animar o percurso ao longo de todo o caminho», corrigindo o que é considerado um dos pontos fracos atuais da maratona.

Entre as novidades, está prevista a criação de um festival de corrida e de uma prova infantil para 1.500 jovens parisienses dos 6 aos 11 anos. A nova organização comprometeu-se ainda a combater a «forte desigualdade de acesso à maratona para as mulheres», implementando medidas para incentivar a inscrição feminina tanto na maratona como na meia-maratona. Serão também feitos esforços para melhorar a acessibilidade para pessoas com deficiência e será aplicado um tarifário reduzido para beneficiários do Rendimento de Solidariedade Ativa.

A vertente ecológica foi um fator decisivo. As próximas edições prometem a «supressão completa do plástico de uso único e a instauração de abastecimentos sem embalagens com produtos de origem local». Esta medida vai além dos esforços já iniciados pela ASO, que tinha eliminado as garrafas de plástico em 2025 e planeava remover os copos em 2026. Além disso, a distribuição de brindes [goodies] será «muito estritamente» limitada e serão instalados pontos de reciclagem.

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