Manchester United é milionário e o Liverpool é instável (crónica)
O Manchester United entrou de rompante no encontro. Abriu a porta da defesa do Liverpool sem pedir licença e fez estragos. Muitos estragos. Bruno Fernandes procura a tão ansiada assistência, mas o golo surgiu num lance quase de tiro ao boneco: Matheus Cunha, à segunda tentativa, inaugurou (6’) o marcador, contando com um desvio feliz em Mac Allister.
Sob o olhar atento de Roberto Martínez, que esteve em Old Trafford, a equipa de Bruno Fernandes e Diogo Dalot chegou ao segundo oito minutos depois. Bruno tentou assistir Sesko, mas Woodman impediu esse passe para golo… mas não o golo, porque desviou a bola contra a cintura de Sesko, que a encostou para a baliza.
O lance gerou alguma polémica porque Sesko parece tocar ao de leve com a mão na bola. Mas o VAR validou o lance.
O campeão inglês jogava a um ritmo de pré-época, sem os mesmos níveis de alerta e de agressividade que o rival, que viu Bruno Fernandes ficar (27’) a centímetros do 3-0. E Konaté, tremendo sob pressão, por pouco não fez um autogolo que seria muito caricato, quando atrasou a bola para Woodman (44’).
Como oferecer um golo (partes 1 e 2)
O Liverpool ultrapassou a exibição paupérrima da 1.ª parte ao aproveitar os erros do United. Erros, não, foram mesmo autênticas ofertas. Amad Diallo, entrado ao intervalo para o lugar do lesionado Sesko, passou para Szoboszlai. O húngaro acelerou na autoestrada de Old Trafford e fez (47’) um passe certeiro para a baliza.
Nove minutos volvidos, Lammens embrulhou novo presente para os reds: ofereceu a bola a Wirtz, este deu a Szoboszlai que passou para Gakpo encostar para uma baliza deserta. Do nada, o Liverpool tinha empatado!
Menino bonito
Lammens redimiu-se um pouco ao defender (68’) com o pé um remate perigoso. O Man. United parecia abalado, mas este Liverpool também sabe dar muitas lições… de inconsistência. Num ataque muito consentido, a equipa ficou descompensada nas marcações e permitiu que Kobbie Mainoo fizesse (77’) o 3-2 e confirmasse o lugar do United na próxima edição da Champions League.
Foi o culminar de uma semana especial para o jovem de 21 anos, que renovou contrato até 2031 e escolheu a melhor altura possível para se estrear a marcar na época. Bruno Fernandes é que acabou por não igualar (para já) Thierry Henry e Kevin De Bruyne no topo da lista de jogadores com mais assistências numa época na Premier League – continua com 19.
Esta derrota, para o Liverpool deixa a equipa à mercê do Aston Villa e pode cair do 4.º lugar. E também adia a qualificação para a Champions.
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