Luís Freire e a caminhada dos sub-21: «Teremos de ter a fome e a energia que temos tido»
O bilhete para a fase final do Campeonato da Europa de 2027 está ali à mão de semear, mas... falta o carimbo. Olhando para o percurso trilhado pelos jovens lusos e, por consequência, para a classificação do Grupo B desta fase de apuramento — Portugal soma seis vitórias e um empate nas sete partidas já realizadas e com os 19 pontos somados leva já cinco de vantagem para o segundo classificado, a Chéquia —, parece claro que a formação orientada por Luís Freire vai carimbar o passaporte para fase final, que vai realizar-se na Albânia e na Sérvia, pelo que é preciso continuar nesta rota.
«Estamos dentro daquilo que foi planeado, com muita energia, muita vontade de trabalhar, muita vontade de treinar, toda a gente com muita alegria de estar na seleção. Os jogadores vieram com muita vontade também de vir para estágio e estarem juntos. Já se conhecem e sinto que eles gostam de estar uns com os outros. Tem corrido bem o trabalho, falta agora finalizar para estarmos a 100 por cento para o jogo de amanhã, projetou o selecionador nacional, em declarações aos meios da FPF.
Pela frente estará, amanhã à tarde (16h30), a Bulgária, congénere que Freire elogia: «É uma equipa muito agressiva, intensa, trabalhadora em campo, que sai bem no contra-ataque, mas fecha-se bem, não tem sofrido muitos golos. Temos de ser muito agressivos também e, do ponto de vista ofensivo, temos de ser muito dinâmicos, meter muita gente na área e ter uma dinâmica forte a criar movimentos na linha ofensiva adversária.»
A missão é clara: encarar esta partida como foram encaradas todas as outras. É mais um obstáculo rumo ao Europeu e Luís Freire dá a receita: «Sabemos que é um passo importante, não acredito que seja decisivo. Temos principalmente de ter a fome, a energia que temos tido nos jogos, se calhar mais ainda porque o adversário assim vai exigir. Tenho a certeza que os jogadores vão estar muito motivados para garantir já três pontos e ver o que é que isso nos dá.»
A invencibilidade de Portugal está devidamente expressa nos números: 28 golos marcados e... nenhum sofrido. «São indicadores que temos criado muitas oportunidades, que temos feito golos, que temos sido agressivos também do ponto de vista ofensivo, que é o que queremos. Queremos atacar, queremos marcar golos, queremos também ter essa dinâmica coletiva e colocar também a qualidade dos jogadores em campo. Depois do ponto de vista de vista defensivo, é ser consistentes, solidários, é todos defenderem, agressivos e companheiros de equipa no processo defensivo. É isso que nos tem dado os zero golos sofridos», assumiu o comandante da nau lusitana, sublinhando, ainda assim, que mais do que os registos de excelência, que são sempre bons de observar, o mais importante é sempre o processo. Que, se bem colocado em prática, dá frutos. «Não somos uma equipa que pense muito nisso, pensa sim no que é que tem para fazer para conseguir bons resultados e, de preferência, ganhar os jogos sem sofrer golos», concluiu Luís Freire.
«Focarmo-nos em nós», assume Mateus Fernandes
Pela voz de Mateus Fernandes chegou também o mote para que Portugal possa levar de vencida a Bulgária, fora de portas.
«Sabemos que é uma equipa que vai trabalhar muito naquilo que é o contra-ataque, talvez muito semelhante àquilo que foi o jogo em casa. Será uma equipa que vai acabar por defender, explorar esses contra-ataques e as bolas paradas. Dos vídeos que temos visto, da análise que temos feito à equipa, eu acho que o jogo vai ser muito por aí. Estamos preparados para reagirmos à perda da bola, eles também são muito fortes nos esquemas táticos, por serem uma equipa muito alta, mas acho que o mais importante é focarmo-nos em nós», assumiu o médio português, dando seguimento às ideias de Luís Freire: «Como o mister disse, temos zero golos sofridos, temos muitos golos marcados, sabemos a qualidade que temos na equipa, a qualidade individual e coletiva, portanto é muito por aí focarmo-nos naquilo que podemos controlar e o que é que podemos melhorar também.»
Mateus Fernandes está feliz da vida e projeta o futuro carregado de ambição. «Este ano e o ano passado têm sido dois anos incríveis. Acho que vai ser o início de uma etapa que para o resto da vida vai ser de muita aprendizagem, muito amor, muito carinho e de muita paciência também, mas estes últimos dois anos têm sido os melhores da minha vida», assumiu... o papá.
Sempre a abrir até final do ciclo
Após o jogo de amanhã, a comitiva lusa treina-se, na manhã de sábado, ainda em solo búlgaro, regressando, depois, a Portugal. No domingo haverá mais uma sessão de trabalho na Cidade do Futebol e da parte da tarde há viagem para Ponta Delgada, onde na quarta-feira (19h) se realiza o jogo com Gibraltar. O último teste desta fase será com a Chéquia, dia 6 de outubro (17h30), em Leiria.