Luis Enrique mantém mistério com regresso de João Neves
Na antevisão ao jogo da primeira mão dos oitavos de final da UEFA Champions League frente ao Chelsea, o treinador do PSG, Luis Enrique, revelou ter tido uma conversa séria com os seus jogadores, sublinhando a importância da eliminatória frente à equipa londrina.
Os campeões europeus não chegam a esta eliminatória no seu melhor momento, fruto de exibições recentes menos conseguidas. Recorde-se que, no verão passado, os parisienses foram claramente superados pelos blues na final do Mundial de Clubes, nos Estados Unidos, por 3-0.
Ciente da importância do desafio, Luis Enrique dirigiu-se ao seu plantel na privacidade do centro de treinos de Poissy. «Disse-lhes muitas coisas», confessou o técnico espanhol esta terça-feira em conferência de imprensa. «Nestes últimos dias, treinámos e falámos de assuntos importantes para a equipa, tanto a nível individual como coletivo. São momentos-chave da temporada. Estamos num momento muito importante. É bonito ter de preparar este tipo de jogos.»
Luis Enrique foi misterioso sobre um possível regresso de João Neves, que esta terça-feira esteve no treino. «Veremos amanhã, não quero dar pistas ao adversário», disse apenas.
Para o confronto com a equipa de Liam Rosenior, liderada por jogadores como João Pedro e Cole Palmer, o treinador do PSG considera que a gestão emocional será fundamental. «Será uma das chaves», afirmou Luis Enrique. «É algo que constatei ao longo de todos estes anos: quando chegam jogos deste tipo, o excesso de motivação pode ser um problema. Sabemos que tipo de jogo queremos fazer. Depois, haverá um adversário de alto nível que tentará impedir-nos. São jogos a eliminar, intensos, diferentes e muito interessantes. Sabemos como desfrutar deles e geri-los com a nossa experiência.»
O técnico espanhol mostrou-se também indiferente às críticas que têm surgido nas últimas semanas. «Nunca me preocupei com os ruídos que existem em torno da equipa», garantiu. «Se há bons resultados, há um excesso de otimismo, e se há maus resultados, há pessimismo. É normal. Estamos habituados a lidar com isso», encerrou.