Lúcia ainda não pensa no futuro: «Gosto bastante de jogar no Benfica»
Lúcia Alves é detentora de uma carreira invejável: aos 28 anos, já conquistou todos os títulos em disputa em Portugal - entre eles cinco campeonatos nacionais - e poderá estar a pouco mais de duas semanas de conquistar mais uma Liga.
No dia 25, o Benfica defrontará o SC Braga, bastando-lhe um triunfo para revalidar o título e tornar-se hexacampeão (matematicamente está a dois pontos). Em simultâneo, a internacional portuguesa está em final de contrato… mas considera precoce pensar nessa situação, reafirmando o apreço e reconhecimento que nutre pelas águias, nas quais cumpre a sétima temporada.
«Esta é sem dúvida uma carreira que nunca pensei alcançar. Gosto bastante de jogar em Portugal e gosto bastante de jogar no Benfica, refiro-o muitas vezes. Sou feliz, uma pessoa realizada e é desfrutar do que vem, não pensar no futuro. Há que desfrutar do meu dia a dia», afirma a internacional portuguesa, em ronda de imprensa na Cidade do Futebol, na qual se encontra em estágio ao serviço da Seleção Nacional feminina.
A polivalente ala, que tem jogado no Benfica como extrema e a lateral por Portugal, foca a sua atenção «no momento» e, em concreto, as duas partidas que se seguem na fase de apuramento para o Mundial 2027, na qual a equipa das Quinas ocupa a liderança do seu grupo no seguimento de duas vitórias no arranque da qualificação. Algo que, sublinha, reforça junto da equipa a esperança de que poderá cumprir o objetivo de estar presente na fase final, no Brasil.
«Não digo que seja confiança… acho que temos de fazer o nosso trabalho em todos os jogos, focar-nos jogo a jogo, desfrutar do momento e sermos felizes dentro de campo. É como referi, trabalhar para o jogo que se aproxima e, sobre o futuro, pensar depois, mais à frente», reiterou.
Em função da dispensa de Joana Marchão, que na véspera se apresentou lesionada e foi, por isso, dispensada dos trabalhos, Lúcia poderá reunir favoritismo para atuar na lateral esquerda de Portugal nos encontros frente a Letónia, na próxima terça-feira, e Eslováquia, no sábado seguinte.
Ainda assim, a internacional lusa realçou que, com a concorrência de Catarina Amado e Bárbara Lopes para a ala canhota, Portugal irá apresentar-se bem servido para a posição, independentemente da escolha de Francisco Neto.
«[Candidata à titularidade na esquerda?] Não olho muito para isso. Sei que se a Joana [Marchão] estiver ao seu melhor, eu vou estar ao meu melhor tal como todas as outras. Olhamos todas para ajudar a equipa, não importa quem esteja lá [em campo] e o que importa é conquistar os três pontos. Isso é o mais importante», afirmou, por fim.