«Ai, aaaaaaai, vou dizer à professora...»
Nas décadas pós-Revolução havia nas salas de aula, nos recreios e nas ruas uma série de personagens-tipo: a gira, o engatatão, o caixa de óculos, o gordo, o dono da bola, o atleta, o mariquinhas, a sonsa, o menino da mamã, o bufo, a graxista, o queixinhas, o preto e até o chinoca.
Passaram os anos e foi com satisfação que me vi pai de duas ex-crianças que não foram estigmatizadas na escola por usarem óculos. E nunca lhes ouvi, nem aos amigos, expressões discriminatórias.
É com redobrada estranheza, portanto, que constato a existência — e a boa saúde — de uma das tipologias: o queixinhas. Está vivo e recomenda-se entre os principais clubes do futebol português.
De chorar por mais
Em exclusivo a A BOLA, Rui Costa disse muito sobre a necessidade de entendimento entre clubes.
No ponto
Estudo sobre mulheres no dirigismo deixa bons sinais, mas há muito caminho para fazer rumo à igualdade.
Insosso
As hipotéticas dispensas do Benfica não dizem muito bem sobre a preparação da temporada, com ou sem Mourinho.
Incomestível
Enzo Fernández parece ter tanto de bom jogador como de desrespeitador dos clubes que lhe pagam ordenados de rei.