Tadej Pogacar venceu a Volta à Flandres pela terceira vez (2023, 2025, 2026)    Fotografia Imago
Tadej Pogacar venceu a Volta à Flandres pela terceira vez (2023, 2025, 2026) Fotografia Imago

Lance Armstrong não tem dúvidas: «Pogacar é o melhor de sempre!»

Antigo ciclista americano voltou a elogiar o esloveno após este ter dominado a Volta à Flandres, deixando para trás alguns dos melhores ciclistas da atualidade sem que estes colocassem a vitória em risco

A mais recente exibição de Tadej Pogacar (UAE Emirates) na Volta à Flandres, onde superou outras estrelas como Mathieu van der Poel (Alpecin-Premier Tech), Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe) e Wout van Aert (Visma-Lease a Bike), levou o renegado Lance Armstrong a declará-lo como o melhor ciclista de todos os tempos, pondo fim a um debate recorrente no mundo do ciclismo.

No seu podcast, THEMOVE, o americano, juntamente com o ex-ciclista belga Johan Bruyneel, analisou a espetacular vitória do esloveno na clássica belga e não poupou elogios.

«Ouçam, esse debate tem de parar. Pelo menos, para mim, essa discussão terminou», afirmou Armstrong, sublinhando a superioridade de Pogacar. «Este tipo é tão bom, é de longe o maior ciclista de todos os tempos. Vê-se nos outros corredores, que já sabem como vai acabar. E não eram corredores quaisquer, eram os galácticos», acrescentou, referindo-se a Van der Poel, Evenepoel, Van Aert e Mads Pedersen.

Armstrong destacou ainda a resiliência do esloveno, de 27 anos, recordando a sua vitória na Milão-Sanremo, onde conseguiu recuperar e vencer mesmo após uma queda antes da Cipressa. «A única coisa que o pode parar é uma queda ou o azar, mas nem isso o detém», comentou. A série de vitórias de Pogi, que já dura há mais de meio ano e inclui sete triunfos consecutivos, foi descrita por Armstrong como «uma loucura».

Johan Bruyneel, de 61 anos, que também foi diretor desportivo, tendo passado pela US Postal, Astana, Team RadioShack e RadioShak-Nissan, partilhou a mesma opinião. «O facto de ele conseguir dominar todas as corridas em que participa desta forma diz o suficiente. Não compete com muita frequência, mas sempre que alinha é para vencer», observou.

Bruyneel analisou também a dureza da Volta à Flandres, evidenciada pela forma como os cinco primeiros chegaram à meta, um após o outro. «Tornou-se verdadeiramente uma corrida de eliminação, com todos já no limite a tentar aguentar depois do Molenberg».

Esta realidade, segundo o antigo diretor desportivo, alterou a dinâmica das corridas. «Isso cria naturalmente uma situação em que cada um tenta proteger a sua própria posição», explicou. «Essa é a tática que se vê hoje em dia: cada um segue o seu próprio plano em vez de todos se unirem contra um único corredor». Em suma, Bruyneel acredita que o foco passou a ser garantir o melhor resultado individual possível, em vez de se posicionarem para o caso de algo acontecer a Pogacar.