Vingegaard à chegada, isolado, a Coll de Pal       Fotografia Imago
Vingegaard à chegada, isolado, a Coll de Pal Fotografia Imago

Jonas Vingegaard: «Os pulmões estavam a arder!»

Dinamarquês, que assumiu a liderança da Volta à Catalunha a dois dias do fim, contou o que sentiu fisicamente depois de ter atacado e 'destruído' a concorrência quando ia a caminho dos mais de 2 mil metros de altura de Coll de Pal

«A Red Bull colocou-nos numa situação muito difícil. Por isso, tive de tentar um ataque para alcançar o Florian Lipowitz. Assim que o alcancei, vi que o Remco [Evenepoel] começou a perder algum terreno», afirmou, ao Eurosport, Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), após ter ganho a 5.ª etapa da 105.ª Volta à Catalunha com uma exibição impressionante que o fez saltar da terceira posição para a liderança da geral no final dos 155,3 km entre La Seu D’Urgell e La Molina/Coll de Pal.

«Então pensei: ‘agora vou tentar outra vez’. E a partir daí, sim, acabei por ficar sozinho. Obviamente, teria preferido que fosse um pouco mais tarde, porque ainda faltava muito para a meta, mas as coisas são como são», acrescentou o dinamarquês, desde sempre apontado como principal candidato desta edição.

A subida final foi particularmente exigente, com a altitude (2.055m) a fazer-se sentir e Vingegaard, duas vezes vencedor do Tour (2022 e 2023) também contou pelo que passou nesse momento. «É uma montanha muito alta. Os pulmões estavam a arder no final por causa da altitude elevada», confessou, visivelmente satisfeito com o seu desempenho e com o trabalho da equipa.

«Estou feliz com o meu desempenho de hoje, estou muito orgulhoso disto e orgulhoso da minha equipa. Fizeram um trabalho incrível e, sim, é uma boa forma de lhes retribuir.»

Questionado sobre a possibilidade de conquistar mais vitórias até domingo, o dinamarquês mostrou-se ambicioso e focado em continuar a somar triunfos.

«Sim, talvez. Quero dizer, é sempre bom ganhar e, nos tempos que correm no ciclismo, o objetivo é vencer o máximo possível», concluiu Vingegaard, que amanhã terá pela frente os 158,2 km que ligam Berga a Queralt e na 7.ª e última etapa 95,1 kg num Barcelona-Barcelona.