Jesús Ramírez marcou três golos ao Santa Clara. -Foto: HOMEM DE GOUVEIA/LUSA
Jesús Ramírez marcou três golos ao Santa Clara. -Foto: HOMEM DE GOUVEIA/LUSA

Jesús Ramírez agradecido a Rui Borges e a Tiago Margarido

Avançado tem-se destacado no Nacional, com 12 golos marcados. Recorda passagem pelo Vitória de Guimarães, em que foi treinado por Rui Borges, e o «guia» que tem sido Tiago Margarido no clube madeirense

Jesús Ramírez tem sido sinónimo de golos no Nacional. Nesta temporada, o avançado venezuelano já apontou 12 na Liga – é o 3.º melhor marcador, a par de Samu – e esteve em destaque no passado domingo com o Santa Clara, com três golos marcados. «Tivemos a infelicidade de termos perdido a vitória no último lance. Foi difícil, mas já estamos a pensar no jogo seguinte», disse, sobre o empate (3-3) dessa partida em atraso da 16.ª jornada.

Tiago Margarido tem sido o «guia» do goleador no Nacional, o clube onde Chuchu tem sido mais feliz. «Sim, e é também o clube onde mais tenho jogado e tido mais oportunidades. Tenho 27 anos, jogo desde os 16 e no ano e meio em que estou aqui, já fiz mais jogos do que em toda a minha carreira. Tenho a confiança do presidente e também do mister, que para mim tem sido o mais importante», sublinhou.

«Levo dez anos a jogar futebol e aqui, com o mister, é que levo o melhor de mim. Antes de voltar ao Nacional ele disse-me que aqui iria ter liberdade para posicionar-me no campo. Ele tem sido muito importante, não só na minha carreira, como de outros, como o Gustavo Silva, o Luís Esteves. Ele tem sido sempre um guia dentro do campo e transmite muita confiança aos jogadores, que podem tomar decisões e não são questionados», vincou ainda, sobre o treinador.

Com tantos golos, é natural que os olhares e a cobiça de outros emblemas estejam direcionados para Jesús Ramírez. «Acredito muito em Deus e deixo isso nas suas mãos. Eu, dia-a-dia, quero melhorar de ano para e crescer. Lamentavelmente no ano passado as coisas não correram bem, podia ser melhor. Quero finalizar a época bem no Nacional e ver o que acontecerá, o que Ele tem preparado para mim. Mas todos os jogadores querem jogar o mais alto possível e é o meu objetivo também», disse, sobre o futuro.

Jogar num grande ou na liga espanhola cabem nos seus sonhos: «Sim, como não haveria de gostar. Todos têm sonhos, gostaria, e vamos ver se haverá essa oportunidade. A verdade é que só penso terminar bem com o Nacional, tenho contrato por mais um ano. Mas se surgir a oportunidade, claramente seria um orgulho poder jogar num grande em Portugal. E se for num clube importante fora, para mim também é uma honra. Pelas minhas carcaterísticas, e vejo muito o campeonato, gosto da liga espanhola.»

Na próxima ronda, o Nacional joga em Barcelos, com o Gil Vicente. «Tenho muita fé para esta 2.ª volta. Sou muito otimista e espero que o resto da equipa tenha essa mesma fé. Lembro-me de muitos poucos jogos em que senti a sensação de que fomos superados, que a equipa não tinha nada para fazer. De resto, foram jogos muito divididos e que acabámos por perder por pequenos detalhes. Acredito que esta 2.ª volta vai ser boa, a começar já com o Gil Vicente e tenho fé de que vamos lá para discutir e conseguir um bom resultado», afirmou.

Em Portugal, Chuchu Ramírez também já atuou no Vitória de Guimarães, na época passada. E foi treinado por Rui Borges, que também o marcou. «Sou uma pessoa objetiva e quando cheguei ao Vitória não estava preparado para ser titular. Não conhecia a equipa, custou-me um bocadinho a adaptar-me ao grupo, mas depois comecei a jogar e a marcar e, lamentavelmente, lesionei-me e quando regressei saiu o Rui Borges, que foi o treinador que me levou e que me estava a dar muita confiança para que tudo corresse bem. Lesionei-me, foi embora o Rui Borges, e desde aí foi uma montanha-russa, sempre a entrar no segundo tempo, com o jogo sempre difícil e nunca senti essa confiança. Em alguns jogos fui titular, mas tinha na cabeça que ao minuto 60 iria sair. Quando acontece isso, os jogadores ficam presos. Não é como aqui, que sei que posso chutar do meio-campo e o treinador dá-me confiança, não vai questionar as minhas decisões dentro do campo. Passou muito por isso, não tinha essa liberdade para jogar», recordou essa passagem pela cidade-berço.