Jorge Jesus no Noruega-Portugal - Foto: Imago
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Jesus deixa críticas às bolas paradas de Martínez: «Parece que não há nada...»

Novo selecionador de Portugal, satisfeito com o triunfo na Noruega, apontou uma falha do antecessor nesse aspeto do jogo, revelando que pediu aos jogadores para «fazerem o que já havia» com o espanhol, mas não haverá ideias

Depois de vencer o País de Gales (1-0) na estreia como selecionador de Portugal, em Alvalade, bateu a Noruega em solo escandinavo, por 2-1, com golos de João Félix e Gonçalo Ramos, e somou o segundo triunfo em dois jogos nesta Liga das Nações, assumindo a liderança isolada do grupo. Jorge Jesus demonstrou-se bastante satisfeito, embora ainda haja muito por melhorar.

«Foi um excelente vitória, porque jogámos contra uma das melhores equipas da Europa, top-5, tal como Portugal está. Eu sabia que para parares esta equipa tinhas de ter alguma intensidade de jogo a defender. Tivemos alguma dificuldade no início, fechámos Odegaard e a partir daí esta equipa tem menos criatividade. O Haaland, mesmo assim, teve 5 oportunidades na área e uma fez golo. Voltámos a defender muito bem, sofremos um golo de um livre, uma segunda bola em que o Diogo Costa pode fazer melhor, mas foi uma vitória importante», começou por dizer, em declarações ao Canal 11, deixando críticas a Roberto Martínez pelas bolas paradas.

«Mas as coisas têm estado a sair bem. Eles cada vez mais estão a acreditar no processo, ofensivamente ainda estamos longe, até na bola parada não temos bola trabalhada. Canto e livre é direto, não há trabalho coletivo. Eu digo: 'façam o que já havia', mas parece que não há nada... [risos]. É isso que temos de melhorar. Somos uma equipa na bola parada ofensiva que não tem ideias: livres, cantos, cruzamentos. Não há ainda um trabalho coletivo, é normal, não tive tempo para o fazer», atirou.

«Não ganhámos ao Azerbaijão nem ao Luxemburgo. Se eu fiquei satisfeito? Ganhámos talvez a uma equipa do top-5 da Europa. Tenho de sair satisfeito. Se esta equipa tem mais margem para crescer, claro que tem. Estou a fazer experiências em jogos a sério e jogo após jogo vou tendo cada vez mais ideias para depois tomar decisões», acrescentou, elogiando a exibição de Conceição.

«Francisco Conceição deu-me boas respostas, o Gonçalo Ramos esteve melhor no segundo tempo. Chico muito bem até ter levado a pancada e tive de o tirar, mas foi o jogador criativo, foi o que eu tinha pensado, ter um jogador assim a levar a bola à frente, jogar 2 para 1, sofrer faltas... e fez isso. Estou satisfeito, é um menino», apontou, fazendo já uma pequena antevisão à Noruega.

«Teoricamente, a Noruega tem jogadores individualmente mais fortes, mas a Dinamarca também tem prestígio. As seleções escandinavas já não é o que era há cinco anos, são dos melhores jogadores. Vou ter de mexer outra vez, apesar de ter mais um dia, até posso não mexer tanto como estava a pensar, mas os jogadores vão-me dar indicações...», concluiu.

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