Técnico do emblema de Vila Nova reforça a felicidade por estar envolvido no projeto e aponta a mais triunfos
Técnico do emblema de Vila Nova reforça a felicidade por estar envolvido no projeto e aponta a mais triunfos

Hugo Oliveira: «Ponto no Dragão? Nem sempre a vida é injusta...»

Treinador do Famalicão reforçou o orgulho que sentiu pela prestação da sua equipa no embate com os portistas. Confiança intacta para a receção ao Moreirense, dérbi que abre a 29.ª jornada da Liga. Eventual qualificação europeia fica para depois

O Famalicão está a passar pelo melhor período da temporada, uma vez que somou quatro vitórias e dois empates nos últimos seis jogos, e é nessa curva ascendente que se prepara para receber o Moreirense, num duelo que tem honras de abertura da 29.ª jornada da Liga e que está agendado para as 20h45 desta sexta-feira.

Na conferência de Imprensa de antevisão ao embate com os cónegos, Hugo Oliveira teceu rasgados elogios ao adversário e ao próprio projeto dos verdes e brancos do Minho, mas salientou que a sua equipa está preparada para responder ao desafio e lutar por mais três pontos.

Penso que vai ser um jogo extremamente competitivo, perante uma boa equipa, que tem um bom projeto, um bom treinador, e que sabe aquilo que quer. É extremamente organizada e tem bons jogadores. Trata-se de uma equipa que está numa fase em que certamente não quererá continuar, mas que tem um processo muito bem desenvolvido. Por isso, sabemos que vai ser um jogo extremamente difícil e teremos de estar no nosso melhor para conseguirmos o que nós queremos. E o que queremos é jogar à nossa maneira e chegar ao final felizes com a exibição e com o resultado, fazendo os nossos adeptos felizes», começou por dizer.

Os famalicenses vêm de um empate (2-2) no reduto do FC Porto e o treinador não esconde que ficou satisfeito com o resultado, mas, e acima de tudo, com a exibição dos seus jogadores. E isso transporta ainda mais confiança para o dérbi de amanhã: «Costumo dizer que é mais fácil viver a ganhar do que viver a perder ou a empatar. Mas obviamente que é mais fácil viver à nossa maneira. Nem sempre os jogos com os grandes caíam para o nosso lado no que ao resultado diz respeito, mas o final do jogo no Estádio do Dragão acabou por recompensar a prestação dos nossos jogadores e dar-nos um sentimento de que nem sempre a vida é injusta. Claro que tivemos de festejar a forma como conseguimos conquistar um ponto, mas iríamos sempre ficar orgulhosos pela nossa prestação. Queremos sempre melhores no dia seguinte e começámos logo a trabalhar com o foco no jogo de amanhã, porque queremos continuar o nosso desenvolvimento e o processo dos jogadores, de preferência, a dar mais uma vitória aos nossos adeptos.»

Instado a pronunciar-se sobre a luta europeia em que o Famalicão está envolvido, Hugo Oliveira voltou a ser bastante claro. E, como sempre, apontou para o obstáculo seguinte. Só assim, garante, os objetivos ou sonhos poderão ser alcançados no final da temporada.

«Aquilo que nós sentimos é que o caminho que o clube quer levar é um caminho de ambição. O caminho foi traçado no início da época, logo na pré-temporada. Era dar seguimento ao projeto do clube, que é ser melhor todos os dias e lutar para ganhar todos os jogos. Nunca mudámos o nosso ADN e mantivemo-nos sempre fiéis aos nossos processos. E isso faz com que seja honestos e rigorosos relativamente à nossa forma de estar. Sexta-feira é com o Moreirense, equipa que também tem as suas qualidades e ambições, pelo que nós estamos extremamente focados. Quem joga sempre para ganhar, a tabela no final vai dizer o que nós merecemos», reagiu.

Os resultados alcançados pelo clube no mês de março tiveram também reflexos nos prémios atribuídos, sendo que para Vila Nova viajaram o de melhor guarda-redes (Lazar Carevic), o de melhor defesa (Ibrahima Ba) e o de melhor treinador (Hugo Oliveira). O técnico não esconde o orgulho pelas distinções, mas, no seu caso, divide os méritos pelos seus pares: «Aporta a responsabilidade de dar seguimento, não nos podemos distrair. Assim como aporta um sentimento de satisfação, logicamente. Esses prémios são dados pelos treinadores da Liga e isso traz-nos satisfação e responsabilidade. Mas, acima de tudo, dizer que no diz respeito ao treinador, é o prémio do Daniel Pacheco, do Gil Sousa, do Marco Pedroso, do Miguel Miranda, do Pedro Abreu, do Ricardo Silva e de toda a estrutura. Ninguém trabalha sozinho. Nós trabalhamos de forma muito vincada e coletiva e esse é o seguimento do processo. Não são os prémios que nos fazem olhar para onde seja a não ser para o nosso trabalho.»