«História de Cardoso Varela começou de forma violenta e triste, mas termina bem»
André Villas-Boas classifica o regresso de Cardoso Varela ao FC Porto como «um exemplo para o futebol nacional e internacional», sublinhando que se trata do final feliz de uma história que começou de forma «violenta e triste».
Aos meios do clube, o presidente portista descreve o jovem avançado de 17 anos como «um grande talento» e destaca o seu «interesse total em voltar ao FC Porto», bem como os «esforços consideráveis enquanto atleta e homem» que demonstrou para que o regresso se concretizasse.
Villas-Boas recordou o passado conturbado do jogador, referindo-se a «assédio indevido a um miúdo e a uma família, movimentações e sonhos falsos».
«Esta é uma transferência que conta muitas histórias, histórias de assédio indevido a um miúdo e a uma família, movimentações e sonhos falsos. Uma história que começa de forma violenta e triste, termina agora bem e com felicidade, com um regresso a casa. O Cardoso Varela é um filho desta casa, que sempre quisemos ver vencer no FC Porto. Demonstrou o seu arrependimento, o arrependimento necessário e o reconhecimento de um erro, do qual não é o único culpado», sublinha.
O líder máximo dos dragões explica que o jogador e a sua família foram «vítimas de ameaças e viveram sonhos falsos», mas que agora o jovem «reencontrou a felicidade, reencontrou a sua casa e os seus antigos colegas».
Apesar do potencial, o percurso de Cardoso Varela recomeçará na equipa B. «Obrigatoriamente dá um passo atrás, porque o seu enquadramento neste momento é de jogador da equipa B, mas com o potencial que tem, cremos que vai chegar rapidamente à equipa A», aponta, lembrando que, em 2024, o plano era que o jogador já estivesse a treinar com o plantel principal.
Para o presidente, esta transferência representa «um bom exemplo de arrependimento», com o clube a reabrir as portas «a um dos seus filhos». Villas-Boas acredita que o caso serve de lição contra «agentes que jamais devem condicionar famílias a acreditarem em sonhos falsos».
No entanto, o futuro depende agora exclusivamente do jogador. «Nós abrimos as portas, mas agora o talento dele tem de estar sempre à disposição do clube. O atleta tem de render em prol do FC Porto e dos seus objetivos, e é nisso que acreditamos», conclui André Villas-Boas.