Aymen Hussein
Aymen Hussein

Herói iraquiano interrogado durante sete horas nos EUA «como um terrorista»

Autor do golo que qualificou Iraque para o Mundial retido no aeroporto de Chicago

O iraquiano Aymen Hussein foi retido e interrogado durante sete horas pelas autoridades de segurança no aeroporto O'Hare, em Chicago, à chegada da seleção aos Estados Unidos para disputar o Mundial.

A imprensa árabe reagiu com indignação, descrevendo o tratamento dado ao jogador «como se de um terrorista se tratara». Segundo a agência Shafaq News, «a delegação iraquiana tentou por todos os meios conseguir a libertação do jogador, mas estes intentos foram infrutíferos e a expedição não teve mais remédio do que dirigir-se ao seu local de alojamento» sem ele.

A libertação de Aymen Hussein só aconteceu após um longo interrogatório, alegadamente devido a uma confusão de nomes com outro cidadão iraquiano.

Durante o processo, as autoridades do Iraque mantiveram contacto permanente para tentar resolver a situação do atleta, considerado um herói nacional.

Dura história familiar

Foi um golo de Hussein que garantiu a qualificação do Iraque para um Campeonato do Mundo, 40 anos após a sua última participação, no México 86. A ironia do sucedido é ainda maior dado o historial pessoal do jogador de 30 anos, cuja família foi duramente atingida pelo terrorismo. O pai, que era militar, foi assassinado pela Al Qaeda em 2008, e o irmão foi sequestrado pelo Estado Islâmico (ISIS) seis anos depois, permanecendo desde então desaparecido.

Antes da estreia no Mundial contra a Noruega, a seleção do Iraque tem agendado um último jogo de preparação contra a Venezuela, quarta-feira.

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