Henrique Rocha: «Estou feliz! Parabéns às mulheres e... força Benfica!»
«Fui muito feliz esta semana, senti-me em casa. Hoje consegui ganhar, mas é só mais uma parte do caminho. Estou focado em melhorar o nível. Gostava de parabenizar as mulheres, hoje é o Dia da Mulher! E como hoje em Portugal joga o meu clube: Força Benfica!», declarou, rindo-se, Henrique Rocha (169.º do ranking), sob aplausos, após, este domingo, ter conquistado o titulo de singulares do ATP Challenger 75 de Brasília ao bater na final o principal favorito, o paraguaio Adolfo Daniel Vallejo (104.º), por duplo 6-4. Adversário que o havia derrotado (6-4 e 6-2) na semana anterior em Santiago, no Chile, mas a quem também fez questão de dar os parabéns.
Rocha não estava enganado, acabara mesmo de viver um fim de semana fantástico na capital brasileira, afinal, em menos de 24 horas, conseguira juntar o título individual do torneio ao pares que, na véspera, arrebatara ao lado do compatriota Jaime Faria.
«Estou muito contente com a vitória de hoje. Acho que fui evoluindo bastante ao longo da semana, fui crescendo com cada jogo e soube lidar com muitos momentos que se foram passando ao longo desse período e especificamente hoje durante o jogo. Mas, acima de tudo, acabei a jogar a um grande nível. Estou bastante satisfeito com esse nível que conseguiu, por isso, por agora, quero aproveitar ao máximo este momento e continuar a trabalhar e a somar muitas partidas boas, de bom nível», começou por contar Henrique, de 21 anos, à comunicação da federação portuguesa.
«Sinto-me muito orgulhoso e, como referi, quero continuar a trabalhar porque tenho a certeza que ainda irão surgir mais e melhores resultados. Como já o fiz no final do jogo, só tenho de agradecer a toda a equipa da federação, ao André [Lopes], pelo trabalho diário, e estou com ambição para mais e melhor, por isso vamos continuar na luta diariamente, para evoluir e crescer mais», concluiu.
Era verdade. No final do duelo contra Vallejo, visivelmente emocionado, Rocha correra a abraçar o seu treinador, André Lopes, a quem, publicamente, quis mostrar o seu apreço. «Gostava de agradecer ao André, não só por esta excelente semana, mas pelo trabalho de muitos meses, muitas semanas e dias a fio com ele e toda a equipa da FPT que fazem parte do meu percurso desde que tinha 15 anos. Tenho de agradecer-lhe sempre que consigo um bom resultado, porque deve-se a eles», disse então.
Quanto à final em si, alcançada após 1.35 horas, mas interrompida pela chuva, Rocha demonstrou grande resiliência. No primeiro set, conseguiu um break para se adiantar por 4-2, mas viu o adversário responder de imediato. Contudo, quebrou novamente o serviço do paraguaio para fechar o parcial, galvanizando o público.
Depois uma longa paragem devido à chuva, quando decorria o segundo set, o portuense manteve a concentração e selou o triunfo com um break decisivo. Estatisticamente, somou 20 winners e 23 erros não forçados, contra 23 pontos ganhantes e 30 erros diretos de Vallejo.
É o terceiro troféu da categoria Challenger para Henrique Rocha, que já tinha vencido em Múrcia este ano e em Matsyama em novembro de 2025. Mantém ainda um registo perfeito em finais do circuito ITF, com seis vitórias em outras tantas presenças e deverá ascender ao 138.º lugar do ranking ATP, melhor classificação da carreira.