Froholdt inconformado com previsibilidade e desinspiração (as notas do FC Porto)
O internacional pela Dinamarca bem tentou, desde o apito inicial, mostrar aos companheiros qual a melhor forma de ultrapassar a excelente organização leonina. O FC Porto precisava de intensidade e pressão, e Froholdt foi quase sempre uma andorinha que não fez a primavera. Bateu-se bem com Morita, ganhando a maior parte dos duelos, mas faltou-lhe no apoio quem desse mais do que Pablo Rosário, que enquanto esteve no meio-campo foi demasiado discreto, ao mesmo tempo que Gabri Veiga passou ao lado das decisões do jogo. Quis o destino que, aos 90+9, estivesse na cabeça de Froholdt a derradeira ocasião para os dragões levarem tudo para tempo-extra. A bola saiu por cima. E se o dinamarquês até podia merecer o golo, o resultado sorriu à equipa mais adulta e competente.
Diogo Costa (7) - Pouquíssimo trabalho, em função das caraterísticas do jogo. Na primeira parte esteve bem (18) a desfazer um cruzamento na sequência de uma bola parada e já na compensação do segundo tempo foi um gigante quando fechou a baliza, evitando o que parecia um golo certo de Luís Guilherme. Na fase final da partida, foi Diogo Costa a protagonizar ações de jogo direto, como se de um jogador de campo se tratasse, mantendo o Sporting em alerta até ao derradeiro suspiro.
Alberto Costa (5) - Teve de estar atento a Quenda (e a Maxi, que é de ‘dantes quebrar que torcer’, mas nunca teve a clarividência para ser o suporte de que William Gomes precisava. Acabou por assinar uma exibição vulgar, sem nunca ter sido um elemento desequilibrador a favor das suas cores.
Thiago Silva (5) - O veterano central brasileiro teve um jogo sem grandes sobressaltos, uma vez que ‘tocou’ a Bednarek a marcação a Suárez. Foi útil na construção de jogo, sentindo-se que demasiadas vezes procurou linhas de passe que não existiam. Saiu aos 57 minutos, numa altura em que Farioli terá pretendido não queimar outra substituição mais adiante por uma eventual quebra física do internacional canarinho.
Bednarek (5) - Bateu-se bem com Suárez e foi eficaz na destruição do escasso jogo aéreo leonino. Onde esteve francamente mal foi na abordagem aos lances em que surgiu na posição de atacante, que invariavelmente abortou por faltas (evidentes) cometidas a despropósito. Podia ter ajudado mais a sua equipa e não o fez.
Kiwior (5) - O lance mais vistoso que teve aconteceu aos 84 minutos quando um cruzamento/remate provocou um calafrio a Rui Silva. No mais, preocupou-se com Quenda (que por sua vez também esteve sempre atento à ajuda que tinha de dar a Quaresma), nunca chegando à linha de fundo. Pela esquerda, o FC Porto não teve profundidade.
Pablo Rosario (5) - Uma noite cinzenta como médio, sem confiança nem criatividade. Quando passou para central melhorou o desempenho. Porém, numa noite em que o Sporting, para ceder, tinha de estar sob pressão constante, Pablo Rosario revelou mais dúvidas do que certezas. Também tentou, sem arte, a meia distância.
Gabri Veiga (5) - Muito longe de noites em que carregou o FC Porto às costas. Percebeu-se que queria dar mais do que estava a conseguir e que à medida que os minutos passavam a frustração aumentava. Teve uma boa ocasião (43'), mas Debast opôs com sucesso. Nunca pareceu confortável no jogo.
William Gomes (5) - Bem marcado (implacavelmente, até) por Maxi Araújo, o fantasista brasileiro só aqui e ali teve um ou otro lampejo de genialidade, muito abaixo do que o FC Porto precisava. Incorreu ainda num pecado (fruto da juventude) que foi querer ser o salvador da pátria, esquecendo-se de que o futebol é um jogo de equipa.
Deniz Gul (4) - Engolido entre Diomande e Inácio (Debast), o avançado turco, sem espaço para recuar devido às linhas quase sempre baixas do Sporting, acabou por dar um contributo apenas pelo que se esforçou. E se nesse particular nada há a apontar-lhe, ao FC Porto faltou um ponta-de-lança com outros atributos técnicos, que soubesse guardar a bola de costas para a baliza.
Pietuszewski (5) - Não procurou tantas vezes quanto devia a linha, e o jogo que trouxe para zonas interiores beneficiou sempre o adaptado Eduardo Quaresma. Teve um excelente jogada (chegou à linha de fundo! E assistiu Gabri Veiga, no lance cortado por Debast.
Alan Varela (3) - Entrou para mandar no meio-campo e a sua ação foi positiva, com uma prestação superior à de Pablo Rosário. De mira torta, tentou sem sucesso duas meias-distância até que foi sumamente imprudente ao atingir, de forma perigosa, Luís Suárez, gesto que lhe valeu (via VAR) um justo vermelho direto.
Pepê (5) - Na direita e na esquerda, entrou para a agitar e deixou a ideia de que a sua presença de início, em qualquer dos flancos teria trazido benefícios ao FC Porto.
Moffi (5) - Ao cair do pano, na última jogada, teve, na sequência de um canto de Rodrigo Mora, o lance mais perigoso dos dragões. Porém, se Moffi foi bom a cabecear, Rui Silva foi ainda melhor a defender
Rodrigo Mora (5) - Tentou inventar espaços, onde havia uma grande concentração de leões, todos concentrados e bem posicionados. Conseguiu, aqui e ali, alguns desequilíbrios, que não tiveram continuidade. Teve, ainda, um remate tímido aos 90+1.
Fofana (4) - Entrou para dar intensidade e pressão ao jogo portista mas a densidade leonina no último terço, era notória. E ainda teve de se preocupar com os ataque rápidos de que a equipa de Rui Borges nunca abdicou.