França não acompanha Alemanha e descarta boicote ao Mundial
Ao contrário da Alemanha, o governo francês não apoia, de momento, um boicote ao Mundial 2026 deste verão, apesar das ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de anexar a Gronelândia, segundo a ministra do Desporto do país.
«No estado atual, não há qualquer desejo por parte do ministério para um boicote a esta grande competição», afirmou Marina Ferrari.
«Não vou antecipar o que poderá acontecer, mas também já ouvi vozes a levantarem-se de certos blocos políticos», acrescentou. «Acredito que se deve manter o desporto separado [da política]. O Mundial é um momento extremamente importante para quem ama o desporto.»
As declarações surgiram antes de Trump ter afirmado, na quarta-feira, que procura «negociações imediatas» para adquirir a Gronelândia por razões de segurança nacional, mas que «não usará a força». A sua pretensão sobre o território ártico, rico em minerais, tem gerado tensões crescentes com os aliados europeus.
A França é um dos oito países europeus aos quais Trump ameaçou impor tarifas por se oporem à sua intenção de assumir o controlo do território autónomo, que pertence à Dinamarca.
No início da semana, o político francês de esquerda Éric Coquerel sugeriu que o país deveria considerar não participar no Mundial devido a esta questão.
Os líderes do futebol europeu estão, alegadamente, cada vez mais preocupados com o desejo de Trump de anexar a Gronelândia e terão já mantido discussões iniciais sobre como o futebol poderia responder.