Federação e Surfers Cove na mesma onda do desenvolvimento da modalidade
A Federação Portuguesa de Surf e a Surfers Cove, a primeira piscina de ondas em Portugal, celebraram um protocolo de colaboração com vista a potenciar a preparação das seleções nacionais, a formação técnica e a organização de eventos federativos.
Este acordo permitirá que os surfistas e as equipas técnicas das seleções realizem estágios na infraestrutura localizada em Óbidos, beneficiando de condições de treino controladas e consistentes que complementam o trabalho realizado no mar.
Gonçalo Saldanha, presidente da FPS, destacou que a parceria se insere na estratégia da federação para melhorar as condições de preparação e criar uma ligação mais sólida entre a formação e o alto rendimento. «A piscina de ondas permite trabalhar com maior regularidade e precisão determinados aspetos técnicos», afirmou em comunicado, acrescentando que o protocolo «abre novas oportunidades para os surfistas federados, para a qualificação dos nossos técnicos e para a realização de competições».
Por sua vez, Manuel Maria Vasconcelos, cofundador e presidente executivo da Surfers Cove, considerou o acordo um «marco muito importante». «O facto de a Federação Portuguesa de Surf reconhecer oficialmente as nossas instalações como uma infraestrutura ao serviço do desenvolvimento do surf português reforça a relevância deste projeto para a modalidade», sublinhou.
Vasconcelos clarificou ainda o papel da infraestrutura: «A piscina de ondas não pretende substituir o mar, mas sim complementá-lo, oferecendo condições consistentes de treino, formação e preparação técnica que permitem potenciar a evolução dos atletas».
A Surfers Cove, situada entre Peniche e a Nazaré, será a primeira piscina na Zona Euro com tecnologia Wavegarden de última geração, capaz de gerar até 1.000 ondas por hora e mais de 25 tipos de ondas diferentes.
No âmbito desta parceria, a FPS realizou uma visita institucional à obra em 16 de setembro, que contou com a presença de figuras de relevo como Fernando Gomes, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), e Pedro Dias, secretário de Estado do Desporto.
Fernando Gomes elogiou o projeto, considerando-o «uma oportunidade para elevar o surf português a um novo patamar». O presidente do COP salientou que a infraestrutura «poderá ter um papel muito importante não só no desenvolvimento e aprendizagem da modalidade, mas também na preparação das equipas olímpicas e da seleção nacional de surf para os desafios internacionais».
Já Pedro Dias realçou que «todas as parcerias que visem o desenvolvimento de uma região, de um desporto ou de uma ideia são bem-vindas», apontando também o «interesse turístico» do projeto para a região Oeste, para além da sua vertente desportiva.