FC Porto: além do ataque, há outra posição prioritária no ataque ao mercado
Conquistado o 31.º título no campeonato, o FC Porto canaliza já todas as energias para a próxima época, a começar pela planificação e, claro está, pela definição do plantel versão 2026/27. Atendendo às saídas de Luuk de Jong e de Terem Moffi — esta última ainda sem confirmação oficial por parte do emblema azul e branco —, bem como ao facto de Samu só voltar a competir já com a temporada em andamento, a SAD liderada por André Villas-Boas estará a dar prioridade no mercado à linha atacante. Para o setor podem chegar um ou dois pontas de lança, uma vez que também não é certa a continuidade de Deniz Gul, ele que poderá valorizar-se no Campeonato do Mundo deste verão.
Paralelamente, há posições no terreno em que a estrutura do futebol profissional está a trabalhar de forma igualmente afincada, nomeadamente para o lado esquerdo da defesa. Francesco Farioli quer um jogador que possa ostentar o estatuto de titular, com experiência e capaz de 'pegar de estaca' mal chegue ao Dragão, o que abre, desde logo, a porta de saída a um dos atuais laterais canhotos que fazem parte do plantel.
Nessa conformidade, e sabendo-se que os dragões estarão dependentes daquilo que o mercado ditar, é de crer que o sacrificado possa ser Francisco Moura, que acabou por fazer uma segunda metade de época discreta e pontuada por erros na derrota com o Casa Pia e no empates com o Sporting, no Dragão, para a Liga. O camisola 74, apesar de ter sido titular nos últimos dois desafios da temporada, enfrentou duras críticas após os referidos encontros em que ficou aquém do esperado, chegando mesmo a desativar os comentários nas redes sociais, inundadas de ataques ao seu profissionalismo e não só.
Refira-se, porém, que Zaidu também poderá entrar na equação de uma possível venda, ele que termina contrato em junho de 2027. Ou seja, o internacional nigeriano entra no último ano de vínculo e, caso permaneça no Dragão, poderá mesmo renovar com os azuis e brancos e manter-se como um dos laterais-esquerdos da equipa.
Na última janela de transferências, em janeiro, Zaidu teve a possibilidade de sair para Inglaterra, pois tanto o Leeds United como o Wolverhampton contactaram a SAD no sentido de contratarem o lateral nigeriano, mas o treinador, Francesco Farioli, vetou desde logo essa possibilidade.
Relativamente ao mercado, o FC Porto procura no estrangeiro chegar a acordo com um dos nomes que constam de uma vasta lista de potenciais reforços para a lateral-esquerda, uma das posições identificadas pela estrutura como necessitadas de reforço.
Nos últimos dias, foi ventilado o nome de Joaquin Seys, do Club Brugge, mas A BOLA sabe que o novo campeão belga pede uma verba na casa dos 30 milhões de euros pelo jogador de 21 anos, que vai marcar presença no Mundial pelos diabos vermelhos. É um perfil de jogador que se enquadra naquilo que Farioli deseja para o modelo de jogo que promove, mas os valores pedidos pelo Brugge são demasiado altos para a realidade financeira dos dragões.
Há mais jogadores de relevo referenciados e a ideia é fechar essa contratação o mais cedo possível, a tempo de o reforço integrar os trabalhos da equipa no dia 1 de julho, data em que abre a oficina dos campeões nacionais para a temporada 2026/27. O primeiro compromisso oficial será contra o Torreense, vencedor surpresa da Taça de Portugal, no primeiro fim de semana de agosto.
Até lá, André Villas-Boas, Tiago Madureira e Henrique Monteiro, que compõem a estrutura do futebol profissional portista, vão desdobrar-se em contactos e reuniões para que o plantel de Farioli esteja composto o quanto antes.