Brendan Rodgers causa polémica na Arábia Saudita - Foto: Al Qadsiah
Brendan Rodgers causa polémica na Arábia Saudita - Foto: Al Qadsiah

Ex-treinador do Liverpool aparece vestido com trajes sauditas e uma arma (vídeo)

Brendan Rodgers, que também passou pelo Celtic, orienta o Al Qadsiah desde dezembro do ano passado

Brendan Rodgers, antigo treinador do Liverpool, surgiu num vídeo promocional do seu clube, o Al Qadsiah, vestido com trajes tradicionais sauditas e a empunhar uma espingarda, gerando surpresa nas redes sociais.

O vídeo, divulgado para assinalar o Dia da Fundação, um feriado que comemora o estabelecimento do primeiro Estado saudita, mostra o técnico de 53 anos totalmente imerso na cultura local. A aparência do vídeo foi tão invulgar que muitos utilizadores da rede social X questionaram se não se trataria de uma criação de inteligência artificial.

No vídeo, Rodgers expressou o seu respeito pela celebração. «Hoje, trata-se de respeitar o Dia da Fundação aqui na Arábia Saudita e, claro, usarei sempre [o traje] com respeito», afirmou, acrescentando que a vestimenta «é agradável e fresca». O treinador aproveitou ainda para felicitar o povo saudita, destacando que o país «tem uma herança verdadeiramente rica e um futuro muito entusiasmante pela frente».

Desde que assumiu o comando do Al Qadsiah em dezembro, após ter deixado o Celtic dois meses antes, Brendan Rodgers tem tido um início de sucesso, mantendo uma série de 13 jogos sem derrotas. O clube, propriedade da petrolífera Aramco, subiu à primeira divisão na época passada e já conseguiu vitórias contra equipas como o Al Nassr de Cristiano Ronaldo, João Félix e Jorge Jesus e o Al Ittihad de Sérgio Conceição.

O plantel do Al Qadsiah conta com nomes conhecidos como Otávio, internacional português, Mateo Retegui e o guarda-redes internacional belga Koen Casteels. Está também prevista a mudança para um novo estádio na próxima temporada.

Curiosamente, Rodgers revelou que já tinha recusado uma proposta da Arábia Saudita antes de regressar ao Celtic para uma segunda passagem em 2023. «Falei com alguns clubes depois de deixar o Leicester, falei com uma equipa na Arábia Saudita, mas não me pareceu o correto», disse na altura. «Se quisesse ficar na Premier League, poderia ter ficado, mas o Celtic é o Celtic».

No entanto, o seu regresso a Parkhead terminou de forma controversa. O treinador criticou publicamente o recrutamento e o baixo investimento em contratações, com o clube a gastar apenas 13,3 milhões de libras, cerca de metade do que arrecadou com a venda de jogadores importantes. A equipa enfrentava dificuldades tanto a nível interno como europeu, tendo sido eliminada no play-off de acesso à UEFA Champions League pelo Kairat Almaty.

A situação agravou-se com um conflito com a direção do clube, chegando Rodgers a acusar um dirigente de um «ato cobarde» por, alegadamente, passar informações negativas sobre si à imprensa. A sua demissão ocorreu após uma derrota contra o Hearts, deixando o clube de Glasgow sob um clima de tensão.