Espanha viaja para a Turquia sob protesto para evitar sanção da UEFA
A seleção feminina de Espanha vai mesmo viajar para a Turquia para defrontar a Ucrânia, este sábado, em Antalya, cedendo à pressão da UEFA para evitar uma pesada sanção desportiva e financeira. A decisão foi tomada após um dia de intensas negociações e receios devido ao conflito no Médio Oriente.
A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) tinha solicitado à UEFA o adiamento do encontro, mas o pedido foi categoricamente recusado. Perante este cenário, a não comparência resultaria numa derrota por 0-3, uma multa económica e a possibilidade de uma sanção mais grave por infração grave. Após ponderar os prós e os contras, a federação, em conjunto com as jogadoras e restante equipa técnica, optou por realizar a viagem.
A comitiva, liderada pelo presidente da RFEF, Rafael Louzán, partirá esta sexta-feira de manhã, num voo charter. Recorde-se que a viagem, inicialmente prevista para quarta-feira, já tinha sido adiada devido à instabilidade na região.
A decisão final surgiu após uma reunião decisiva entre os responsáveis federativos e as jogadoras, que se seguiu a uma comunicação contínua entre a RFEF, a UEFA, o Conselho Superior de Desportos (CSD), as federações turca e ucraniana e a embaixada de Espanha em Istambul.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol não desaconselha as viagens para a Turquia, mas inclui o país na lista daqueles onde se recomenda «viajar com precaução», juntamente com Chipre, Egito, Arábia Saudita, Arménia, Azerbaijão e Turquemenistão. A Associação de Futebolistas Espanhóis (AFE) já criticou a decisão de manter o jogo. David Aganzo, presidente da AFE e vice-presidente da RFEF, foi claro na sua posição.
«A segurança das futebolistas deve estar sempre acima de qualquer compromisso desportivo. É necessário priorizar a integridade das nossas colegas. Os organismos competentes devem procurar alternativas que garantam plenamente a sua segurança», afirmou.
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