«Em casa, o Académico de Viseu pode surpreender o FC Porto»
É já no sábado, a partir das 18h00, que Académico de Viseu e FC Porto voltam a encontrar-se em partidas oficiais, pela 16.ª vez na história. Três anos e meio depois do último duelo entre os dois emblemas, é agora tempo de virar atenções para o jogo a contar para a quarta jornada da Liga. Nesse desafio, em fevereiro de 2023, o cenário era (bem) diferente.
O encontro, relativo aos quartos de final da Taça de Portugal, colocou frente a frente um Académico que militava na Liga 2 contra um FC Porto campeão em título. Nos bancos? Jorge Costa, figura dos azuis e brancos, era o treinador dos beirões, enquanto Sérgio Conceição liderava os portistas. Acabou por prevalecer a lei do mais forte, com os dragões a carimbarem no Fontelo, pela margem mínima (1-0), a qualificação para as meias, graças a um golo solitário de André Franco, no arranque do segundo tempo (50').
Quem viveu de perto essa contenda foi Rodrigo Pereira, internacional sub-20 português que na altura tinha apenas 19 anos. Lançado na reta final por Jorge Costa para render o goleador André Clóvis (ainda no plantel dos viriatos), o avançado recorda, em conversa com A BOLA, o nervosismo que sentiu antes do encontro: «Lembro-me que estava um pouco nervoso nesse dia. O jogo foi à noite e por isso fiquei o dia todo a pensar no jogo. Entrei na segunda parte e lembro-me de no final pedir a camisola ao Pepe. Ele respondeu que já tinha prometido dar a um colega meu, pelo que acabei por pedir ao Uribe e ficar com a dele.»
O atacante, atualmente ao serviço do Varzim, realça a marca que Jorge Costa deixou na sua carreira. «Foi especial, pela pessoa que ele era e pelo passado que teve no futebol português. Foi um orgulho para mim ter trabalhado com ele e lembrar-me-ei para o resto da minha vida», confessa.
Com passagem pela formação de AD Quinta do Conde, Barreirense e mais tarde Benfica, entre 2016 e 2020 — chegou aos juvenis dos encarnados —, Rodrigo Pereira representou também Vitória de Setúbal, Belenenses e os espanhóis do Mérida, antes de rumar aos poveiros esta temporada.
O sucesso recente dos viseenses, frisa, deve-se bastante à boa gestão da Direção do clube: «Mais tarde ou mais cedo iria chegar à Primeira Liga. Tem bons investidores. A gestão é boa e, por isso, era só uma questão de tempo.»
O ponta de lança de 23 anos, utilizado nas três partidas (três vitórias) do Varzim na época em curso, acredita que o conjunto de Bruno Pinheiro tem condições para causar uma surpresa no sábado diante dos comandados de Francesco Farioli.
«Tem bons jogadores e, jogando em casa, com o apoio dos adeptos, podem surpreender», anotou.