Dragão continua de peito feito na Champions
O dragão mostrou porque é que caminha de peito feito na Liga dos Campeões, ao golear o Hockey Trissino por expressivos 7-1 e somando mais um capítulo de autoridade europeia. Quatro jogos, quatro vitórias, 12 pontos em 12 possíveis — números que falam por si.
Telmo Pinto avisara que este seria, em teoria, o duelo mais exigente da fase de grupos. Mas a teoria raramente sobrevive quando os dragões entram com fome. Logo aos três minutos, Gonçalo Alves tratou de desfazer qualquer ilusão italiana, abrindo o marcador e lançando as bases de uma exibição segura, madura e implacável.
Atrás, Xavier Malián erguia uma muralha quase intransponível, só traída uma vez por Álvaro Morais. À frente, a máquina ofensiva azul e branca funcionava sem sobressaltos. Carlo Di Benedetto e o próprio Telmo Pinto também deixaram a sua assinatura antes do descanso, para um 3-1 que já soava a sentença.
O reatamento trouxe mais do mesmo — intensidade, critério e golos. Gonçalo Alves voltou a fazer o gosto ao stick, Hélder Nunes e Edu Lamas juntaram-se à festa e, num abrir e fechar de olhos, o marcador disparou para 6-1. Ainda houve tempo para Carlo Di Benedetto bisar e fechar a conta.
No final, não restaram dúvidas nem margem para contestação. O FC Porto saiu de Itália com mais uma vitória convincente, a sétima consecutiva em todas as competições, e com a sensação clara de que esta equipa não se limita a vencer: impõe-se. Na Europa, os dragões continuam a escrever a sua história com tinta carregada de ambição.