Dos avisos, à conversa com Amorim e como espera ser recebido: tudo o que disse Rafael Leão
- O que espera do jogo de amanhã, frente ao Sporting?
- Acho que vai ser um jogo difícil, o Sporting está muito bem, tenho acompanhado desde a pré-época. É uma equipa que joga um futebol muito bonito e têm jogadores que aprecio muito. Já alertei os meus companheiros, não vai ser um jogo fácil. Mas, respeitando o adversário, também vamos querer demonstrar a nossa qualidade. Jogámos muito bem na Champions o ano passado, até contra equipas superiores, vamos querer entrar para ganhar.
- Passou pela Academia do Sporting. Como se sente por defrontar agora o clube? Amanhã o Galatasaray tem algumas ausências por lesão, vê isso como uma dificuldade?
- Vai ser um jogo diferente. É a primeira vez que vou defrontar o Sporting. É um clube pelo qual tenho muito carinho, que me ajudou a crescer como homem e que me deu a oportunidade de estrear-me. Lesionados? São jogadores muito importantes para nós e vão fazer falta. Da maneira como jogamos, são jogadores que nos dão muitas garantias no ataque, mas o Galatasaray reforçou-se muito bem e temos jogadores que podem fazer a diferença nessas posições.
- Vai defrontar o Sporting pela primeira vez em Alvalade. Guarda boas memórias? Como está fisicamente?
- Como já disse, o Sporting é um clube pelo qual tenho muito carinho, mas hoje não me foco no Sporting. Estou a defender o Galatasaray, que é a camisola que visto. Vamos entrar para tentar conquistar a vitória. Obviamente que o Sporting tem uma equipa muito forte com jogadores que podem fazer a diferença a qualquer momento. Fisicamente estou bem, tive uma pequena lesão que me obrigou a parar duas semanas, mas o Gala ajudou-me a voltar ao ritmo e estou preparado para ajudar a equipa a conquistar a vitória.
- Como espera ser recebido amanhã em Alvalade?
- Sempre que joguei aqui, senti um bom apoio. Não acho que exista um ambiente estranho entre mim e os adeptos. Obviamente que respeito, é normal. Foi uma situação complicada para o clube e também para mim. Mas não acho que isso me vá afetar. Respeito as emoções e opiniões de cada um. O mais importante é desfrutar do futebol que se vai jogar, já não jogava a Champions há dois anos e fazia-me falta. Defender a minha camisola é o mais importante.
- Já sabe se vai ser titular? A sua saída do Milan foi numa altura em que Amorim assumiu o comando. Por que razão decidiu sair, chegou a falar com ele?
- Titular ou não? Vou deixar em stand by [risos]... Acho que há momentos da vida em que têm de existir mudanças. Defendi o Milan durante sete anos e acho que, este verão, chegou a altura de mudar de ares. Tive uma conversa com o mister, sim, sempre fui muito aberto. Não o conhecia. Sempre ouvi coisas boas da parte dos meus colegas na Seleção que jogaram com ele e sempre me disseram que é um bom treinador e uma pessoa espetacular. E no pouco tempo em que estivemos juntos a nossa relação foi muito boa. Disse-lhe que queria mudar de ares e ele respeitou a minha decisão. Saio com um sorriso de dever cumprido. É um clube que me deu muito e ao qual eu também consegui retribuir. Hoje sou jogador do Galatasaray e espero que eles [Milan] consigam manter um bom nível e ganhar coisas grandes.
- O que é que o Galatasaray precisa de fazer para ganhar amanhã?
- Tal como já disse, alertei os meus colegas sobre o Sporting. Os jogadores que eles têm, a forma em que estão... No último jogo do campeonato estiveram muito bem e ganharam. Acho que vai ser um jogo decidido no pormenor, no detalhe. Esta semana preparámos muito bem esta partida, mesmo também nas bolas paradas, onde o Sporting é forte. Temos qualidade suficiente para fazer a diferença em qualquer minuto do jogo. Vai ser um jogo em que temos de estar concentrados desde o primeiro minuto.
- Sente mais responsabilidade pelo valor da transferência e por causa da ausência do Osimhen?
- Não! Agradeço ao Galatasaray o esforço que fez por mim, já me queriam contratar há dois meses e sempre acreditei no projeto, desde a primeira vez em que falaram comigo. Deram-me a oportunidade de jogar a Champions novamente. É um clube que tem adeptos loucos, que vivem o clube como ninguém. Mesmo amanhã de certeza que vamos ter aqui muitos adeptos do Gala. E era importante, ao sair do Milan, ir para um clube grande, a pressão que possa sentir é uma pressão boa por representar um clube tão grande. Quero entrar em campo e dar o máximo por esta camisola.