Diogo Barrigana avança para as meias-finais dos 400m barreiras do Europeu
No fecho da sessão matinal do segundo dia dos Europeus de Atletismo de Birmingham, o português Diogo Barrigana conseguiu o apuramento para as meias-finais dos 400 metros barreiras, ao concluir as eliminatórias com o 11.º tempo.
Com 49,77 segundos, Barrigana foi segundo na sua série, a terceira, embora a passagem às semifinais, para onde estavam antecipadamente apurados os melhores 11 atletas inscritos, fosse feita por tempo.
E a marca do português chegou — o 13.º e último apurado das eliminatórias, o dinamarquês Sebastian Monneret, fez 49,94 segundos.
«Era o que eu esperava, conseguir qualificar-me para a meia-final. Estou bastante feliz com o resultado obtido, ainda que sinta que posso correr mais rápido, o que é uma boa perspectiva para amanhã [quarta-feira]. Os 400 barreiras são uma das provas com o nível mais elevado na Europa, comparando com o nível mundial, e estou muito satisfeito por me qualificar», afirmou o barreirista do Sporting, de 22 anos, em declarações à agência Lusa.
«Sou um dos atletas mais jovens desta comitiva e estou muito feliz pelo que consegui hoje. Eu vou voltar amanhã [na quarta-feira] para fazer o meu melhor possível, porque sinto que tenho muito para correr com estas pernas. Eu não entraria em pista se achasse que era impossível chegar à final. Sei que há atletas com uma valia supostamente melhor do que a minha, mas começamos num par de blocos, todos com 400 metros e 10 barreiras pela frente, portanto, se são melhores do que eu, vão ter de prová-lo», avisou.
Pelo caminho ficou Mikel António de Jesus, apesar de ter obtido o recorde pessoal, com 50,20 segundos. A marca, porém, foi apenas a 15.ª melhor das eliminatórias, e não valeu mais que o 7.º lugar na primeira série.
«Saio daqui com o season best [melhor resultado da época], mas queria mais. Eu já esperava que fosse o melhor resultado da época, porque o meu último ano foi muito complicado, por conta das lesões. A minha confiança foi minada, fiquei sem fazer provas durante quase um ano e, esta época, comecei em junho e fiz oito provas para conseguir estar aqui. Consegui, não foi fácil, mas sair com o melhor resultado do ano significa que tenho muito para dar na próxima época», sustentou.
Na qualificação do lançamento do disco, Emanuel Sousa não conseguiu o apuramento para a final, com o melhor lançamento a fixar-se em 58,01 metros. A passagem à final, alcançada pelos 12 melhores das eliminatórias, fechou em 62,19 metros. Sousa ficou com a 19.ª melhor marca, em 29 participantes.
«Esta época, foquei-me mais em ganhar consistência e consegui mostrá-lo em todas as competições, sempre entre os 60 e 65 metros – foi o que fiz toda a época – e hoje a ideia era essa. Sinto-me superperfeito, tranquilo e muito bem, mas, lá dentro, simplesmente, não consegui replicar o que tenho feito nos treinos e nas outras competições», justificou o atleta do Benfica, de 27 anos.