O piloto português terminou em 14.º lugar na primeira etapa do Dakar 2026

Dakar 2026: João Ferreira em 14.º e Alexandre Pinto em 2.º na primeira etapa

Portugueses em ação no rali que se disputa na Arábia Saudita, satisfeitos após o primeiro dia e antes de nova jornada que promete muitas rochas

O piloto português João Ferreira (Toyota Hilux) foi 14.º classificado na primeira das 13 etapas do rali Dakar, gastando mais 4.16 minutos do que o vencedor, o belga Guillaume de Mévius (Mini), com o qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider) na segunda posição, a 40 segundos, e o checo Martin Prokop (Ford Ranger) em terceiro, a 1.27 minutos. «Foi uma etapa longa, muito exigente do ponto de vista da navegação», explicou o piloto natural de Leiria, no final de uma etapa para a qual largou na nona posição e que o obrigou a perder tempo para ultrapassar os pilotos mais lentos.

«Mas fizemos escolhas conscientes e mantivemos a concentração. Havia zonas entre desfiladeiros onde era fácil perder referências. Optámos por um ritmo equilibrado, sem cometer riscos desnecessários, e conseguimos seguir a estratégia traçada para o dia. Amanhã, teoricamente, a desvantagem de hoje pode tornar‑se uma vantagem, porque a posição de partida será mais favorável para definir o ritmo da etapa», explicou o piloto da Toyota Gazoo Racing South Africa  assumindo que «mais do que ganhar tempo, o importante foi manter consistência e sair da etapa com boas sensações, num Dakar que se percebe desde já que se constrói com paciência, foco e leitura estratégica da corrida».

Já Maria Gameiro (Mini) foi 99.ª, depois de uma penalização de dois minutos, ocupando idêntica posição na geral dos automóveis.

Na luta pelo título do Dakar, o campeão do Mundo, Alexandre Pinto, navegado por Bernardo Oliveira, foi o 2.º classificado entre os SSV na especial cronometrada, gastando mais 3.36 minutos do que o vencedor, o francês Xavier de Soultrait (Polaris RZR).

Mas este resultado permitiu aos campeões mundiais de rally raid SSV vencerem a 1.ª etapa do Dakar Rally 2026, entre os pilotos SSV que disputam o W2RC (World Rally-Raid Championship), dado que mais uma vez, este ano, o Dakar contabiliza para o título mundial, e assumir para já essa liderança.

«Foi uma etapa limpinha para nós e sem problemas. Era uma etapa muito fácil de danificar o carro. Havia muita pedra e exigia muita atenção. Era uma etapa fácil, mas ao mesmo tempo fácil de danificar o carro», explicou Alexandre Pinto, no final do setor seletivo.

Gonçalo Guerreiro (Polaris RZR) foi quinto nesta categoria, a 4.33 minutos, com João Monteiro (Can-Am) em 12.º e João Dias (Polaris RZR) em 15.º. Hélder Rodrigues (Polaris RZR) terminou em 21.º, já com uma penalização de sete minutos.

Nos Challenger, Rui Carneiro (MMP) foi o 10.º mais rápido, com Pedro Gonçalves (BBR) em 12.º.

Nas motos, o espanhol Edgar Canet (KTM) continua a fazer história, e depois de no sábado se ter tornado no mais novo de sempre, aos 20 anos, a vencer uma etapa (prólogo), repetiu a dose, batendo o australiano Daniel Sanders (KTM) por 1.02 minutos, com o norte-americano Ricky Brabec (Honda) em terceiro, a 1.32.

O português Martim Ventura (Honda) terminou a tirada em 11.º, a 11.31 minutos do vencedor, fechando como segundo classificado da classe Rally 2, no seu ano de estreia.

Bruno Santos (Husqvarna) é 26.º, Pedro Pinheiro (Husqvarna) o 56.º e Nuno Silva (KTM) o 101.º.

Nos camiões, o navegador português Paulo Fiúza, que acompanha o piloto lituano Vaidotas Zala (Iveco) está às portas do pódio, na quarta posição.

A segunda etapa, que liga Yanbu a Alula, terá um setor seletivo com 400 quilómetros sendo que, nos primeiros 200, sucedem-se várias mudanças de ritmo, alternando entre alguns troços muito rápidos e zonas onde as curvas e os sectores rochosos impedem a manutenção de uma velocidade constante por longos períodos. Após sair do terreno montanhoso a velocidade média aumenta até à meta.