Artur Jorge, treinador do Cruzeiro
Artur Jorge, treinador do Cruzeiro - Foto: IMAGO

Cruzeiro de Artur Jorge vence Barcelona de Guayaquil na Libertadores

Depois de sete anos sem jogar na Libertadores, o Cruzeiro voltou com vitória. O clube, agora com Artur Jorge ao leme, derrotou o Barcelona de Guayaquil por 1-0 num jogo a contar para o Grupo D. Com esta vitória, a equipa brasileira soma três pontos e partilha a liderança do grupo com o Boca Juniors, enquanto o Barcelona de Guayaquil, juntamente com a Universidad Católica, continua sem pontuar.

Matheus Pereira marcou o golo decisivo aos 53 minutos.

O treinador Artur Jorge, a fazer apenas o terceiro jogo à frente da equipa, enalteceu a vitória, destacando a capacidade de reação da equipa após a pesada derrota sofrida frente ao São Paulo no último sábado (1-4).

«Estou muito satisfeito com o desempenho da equipa, não só daqueles que iniciaram mas também com os que tiveram a oportunidade de contribuir e o resultado foi justíssimo para aquilo que o Cruzeiro fez hoje aqui em campo», afirmou Artur Jorge, sublinhando o compromisso e a contribuição de todo o plantel.

O técnico português, que já tem experiência na competição - venceu com o Botafogo - , referiu que a equipa demonstrou a atitude necessária para competir na Libertadores, que descreveu como uma prova «extremamente difícil». «A equipa teve, de facto, um comportamento muito bom, à altura da exigência da competição. [...] Estamos, provavelmente, num dos grupos mais complicados da Libertadores, e a equipa demonstrou caráter e personalidade», analisou.

Artur Jorge justificou a quebra de rendimento ofensivo do Cruzeiro após o golo, no início da segunda parte, com o desgaste acumulado devido à intensa maratona de jogos. O treinador explicou a decisão de fazer apenas três alterações no onze inicial, com as entradas de Jonathan Jesus, Fagner e Lucas Silva.

«Nós sabemos que, na sequência de jogos tão próximos, o terceiro jogo normalmente é aquele que mais dificuldades traz para os jogadores, pela carga acumulada e pelo curto espaço que têm para a recuperação. Não podíamos mudar uma equipa inteira, porque não fazia sentido que assim fosse. Mudamos três peças», concluiu.