Ronaldo no banco em Oslo
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Crise total na Seleção: FPF ainda tenta travar abandono de Ronaldo

Pedro Proença lidera mediação de urgência no hotel após o capitão deixar o treino pelo segundo dia consecutivo

A Seleção Nacional vive um momento de forte tensão em Copenhaga nas horas que antecedem o encontro com a Dinamarca. Cristiano Ronaldo abandonou o Estádio Parken numa carrinha da FPF antes do início do último treino de preparação, apanhando de surpresa elementos da federação e os próprios companheiros de equipa.

A decisão do capitão surge no seguimento das declarações de Jorge Jesus na conferência de imprensa de antevisão, na qual o selecionador nacional assumiu uma postura perentória, reafirmando que a liderança da equipa lhe pertence de forma inequívoca, que nenhum jogador altera as suas ideias táticas e confirmando abertamente a titularidade de Gonçalo Ramos no ataque.

O discurso do técnico não terá agradado a Cristiano Ronaldo, desencadeando a sua saída prematura do recinto, numa reação que causou profunda estupefação na comitiva nacional, que antecipava um ambiente de normalidade dentro do contexto e contava com a presença do avançado no relvado.

Também no balneário a surpresa foi geral: ainda que tivessem percebido o desagrado do capitão nos últimos dias, os restantes internacionais portugueses consideravam que a postura de Ronaldo se enquadrava na normalidade e não previam um desfecho de tal gravidade.

Perante o risco iminente de abandono do estágio por parte do capitão, a Federação Portuguesa de Futebol está a encetar esforços de emergência para demover o jogador. O próprio presidente da FPF, Pedro Proença, assumiu a condução do processo e tenta mediar a situação no hotel da comitiva. O dirigente procura falar diretamente com Cristiano Ronaldo para acalmar os ânimos, travar a rutura e reestabelecer a estabilidade no grupo antes do decisivo compromisso da Liga das Nações.

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