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Seleção: FPF só pagou parcialmente os prémios do Mundial
(Atualizado às 22:30)
O estágio da Seleção na Escandinávia, de resto, tem sido muito atribulado devido à situação de Cristiano Ronaldo. O capitão abandonou, esta quarta-feira, o Estádio Parken, onde vai ter lugar o jogo com a Dinamarca, para a Liga das Nações, após a conferência de Jorge Jesus e falhou o treino. O jato particular de CR7 tem também viagem marcada para a capital dinamarquesa, suspeitando-se que o avançado possa estar prestes a abandonar a Seleção em pleno estágio.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) procedeu, anteontem, ao pagamento dos prémios referentes à participação no último Mundial, onde Portugal foi eliminado por Espanha nos oitavos de final (0-1), mas, sabe A BOLA, fê-lo apenas de forma parcial e, até ao momento, sem uma explicação oficial para a situação junto dos visados.
O staff da Seleção Nacional recebeu um terço do valor a que teria direito e também os jogadores receberam igualmente menos do que esperavam.
A Federação Portuguesa de Futebol tinha por hábito, na direção anterior, presidida por Fernando Gomes, proceder ao pagamento dos prémios até dois meses depois das competições, sendo que a Seleção disse adeus ao Mundial a 6 de julho, na sequência do desaire diante da congénere espanhola.
O valor a apurar por participações em fases finais tem dois vetores: uma diária, paga por cada dia passado em estágio e competição, e prémios de desempenho relacionados com a passagem às várias fases das provas.
Antes do Mundial, ouviu-se nos corredores da FPF que a nova direção tencionaria acabar com o pagamento destas diárias e dos prémios. Quando se iniciou a operação-2026, porém, houve uma reunião com todo o staff garantindo que a prática se manteria. Os vários colaboradores (internos e externos) da FPF seguiram viagem na convicção de que o processo estava resolvido, mas na realidade nunca receberam uma comunicação oficial dando conta da percentagem a que cada um teria direito. A percentagem, nestes casos, é sempre relativa ao índice 100 que representam a diária e os prémios dos jogadores. A título de exemplo, um funcionário pode receber 10 por cento e outro (por exemplo um treinador) 200 por cento.
A BOLA sabe que as contas com Roberto Martínez e restante equipa técnica foram saldadas na totalidade, mas os funcionários e colaboradores externos foram supreendidos pelos valores agora recebidos.
Fonte da FPF explicou a A BOLA que «com os jogadores está tudo a ser cumprido conforme acordado» e que o valor pago ao restante staff foi o determinado «em sede de direção executiva» após uma «reavaliação das condições decorrente dos resultados desportivos conseguidos no Mundial».