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Círculo próximo de Julián Álvarez acusa Atl. Madrid de tentativa de desestabilização antes da final
A polémica em torno do futuro de Julián Álvarez no Atlético de Madrid está longe de terminar, com o círculo próximo do jogador a acusar o clube de o tentar desestabilizar propositadamente antes da final do Campeonato do Mundo.
Segundo o jornalista da ESPN Argentina, Leo Paradizo, que cita fontes próximas do futebolista — como a família ou o agente, Fernando Hidalgo —, o jogador considerou as recentes declarações de Miguel Ángel Gil Marín, CEO do Atlético, uma «enorme falta de respeito» e uma jogada com «más intenções». A controvérsia surge pelo facto de os comentários terem sido feitos apenas 48 horas antes de Julián Álvarez disputar a final do Mundial pela Argentina contra a Espanha.
O jornalista argentino reforçou que o entorno do avançado acredita que o clube madrileno agiu deliberadamente para perturbar o jogador no momento mais crucial da sua carreira. Recorde-se que Gil Marín tinha afirmado que Julián estava a ser «mal aconselhado», num claro recado ao seu representante, o que sugere que a relação entre o agente e o clube está bastante deteriorada.
Por sua vez, o Atlético de Madrid defende-se, argumentando que a entrevista com o seu CEO abordou vários temas e não apenas o futuro do jogador, conhecido como La Araña. O clube justifica a data da entrevista com a intenção de expressar o orgulho por ter nove finalistas do Mundial entre as seleções de Argentina e Espanha.
Os responsáveis do Atlético recordam ainda que foi o próprio Julián Álvarez quem levantou a questão do seu futuro em pleno Campeonato do Mundo, numa altura em que a sua seleção já estava em competição. O clube salienta que as declarações do jogador ocorreram no mesmo dia em que Leo Messi alcançou um recorde histórico pela Albiceleste, ofuscando parcialmente o feito da principal estrela da sua seleção.
A direção do clube espanhol insiste que não foi o Atlético a colocar o tema na agenda, mas sim o jogador, aconselhado pelo seu agente, o que deu origem a uma bola de neve mediática.
As declarações de Gil Marín foram, de resto, taxativas quanto a uma possível transferência, fechando a porta a qualquer negociação, especialmente com o Barcelona. «Não o queremos transferir. Não aceitaremos uma oferta de 100 milhões de euros, nem de 150, nem de 200 milhões. Não tenho qualquer dúvida de que o Atlético é o lugar ideal no mundo para o Julián... e ele não jogará no Barcelona na próxima temporada», afirmou o CEO na referida entrevista.
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