Chris Horner oferece-se à Ferrari e provoca alvoroço no paddock em Baku
Afastado da Fórmula 1 desde que deixou a Red Bull em julho de 2025, Christian Horner admitiu que só a Ferrari faria com que regressasse ao paddock como chefe de equipa e a única em que trabalharia sem que detivesse uma participação no capital da empresa.
«Já fui um funcionário contratado. Passei 21 anos sentado no muro das boxes. Não preciso de voltar a isso. Nesta fase da minha vida, existe apenas uma equipa pela qual aceitaria não ter participação societária», explicou o britânico em declarações ao The Times.
Questionado diretamente sobre a possibilidade de rumar a Itália, a resposta foi clara: «Se eu consideraria a Ferrari? A Ferrari é a maior marca da Fórmula 1. É o sonho. Pode dizer-se, é a gigante adormecida da Fórmula 1».
O atual chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, tem contrato válido até ao final de 2027, mas enfrenta um período de forte pressão devido à fase difícil da equipa e à relação conturbada entre os pilotos da equipa, Charles Leclerc e Lewis Hamilton.
Horner sublinhou que um eventual regresso seria motivado pela competitividade e não por necessidade, garantindo que tem várias alternativas para se manter ocupado. «Chega um momento em que a competitividade de uma equipa se sobrepõe a outras questões ligadas ao ego», referiu.
O antigo chefe da Red Bull admite que a vontade de competir permanece. «Mas será que isso me vai realizar? Não. Ainda sinto que há mais uma dança pela frente. E o Toto [Wolff, chefe de equipa, CEO e co-proprietário da Mercedes] precisa de alguém que lhe despenteie o cabelo», concluiu.
Fred Vasseur não demorou a reagir, embora evitando abordar as declarações de Horner. «Todos os anos as pessoas falam sobre o futuro. Isso é difícil, não só para mim, mas para todos os membros da equipa. Na semana passada tivemos que ler [na imprensa] que alguém seria demitido [referindo-se a ele próprio], mas honestamente, isso só coloca a equipa numa posição difícil».