Azteca, México
Azteca, México - Foto: IMAGO

Cerimónia de abertura do Mundial 2026 sob ameaça de protestos

10 mil agentes de segurança mobilizados para o jogo inaugural do Campeonato do Mundo, entre México e África do Sul

A cerimónia de abertura do Mundial 2026 está em risco devido a manifestações em massa planeadas para esta quinta-feira na Cidade do México, o que levou à mobilização de mais de 10 mil agentes de segurança. O torneio arranca com o jogo entre a seleção mexicana, anfitriã, e a África do Sul no Estádio Banorte, anteriormente conhecido como Azteca. Contudo, o dia inaugural poderá ser marcado por protestos generalizados que visam paralisar a capital mexicana.

Pelo menos seis grupos de manifestantes, incluindo professores, agricultores, trabalhadores dos transportes e familiares de pessoas desaparecidas, planeiam convergir para o estádio. Sob o lema «Se não houver solução, a bola não rola», os manifestantes pretendem aproveitar a audiência internacional e a presença de milhares de turistas para dar visibilidade às suas reivindicações.

As ações de protesto estão agendadas para começar logo pela manhã de quinta-feira, com marchas e passeios de bicicleta por vias cruciais da cidade, culminando numa concentração junto ao estádio à hora de início da cerimónia, marcada para as 13h00 locais (18h00 em Lisboa).

Entre as ações previstas, os familiares de pessoas desaparecidas tencionam formar cordões humanos perto do recinto e solicitar um minuto de silêncio pelas vítimas. Já os professores do sindicato Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) tentarão bloquear o acesso à FIFA Fan Fest e realizar marchas junto aos principais centros de transporte.

Em paralelo com os bloqueios na zona sul da cidade, onde se localiza o estádio, um contingente de mais de 100 mil professores do CNTE manterá a pressão no centro da cidade. As autoridades, embora afirmem respeitar o direito à livre expressão, já avisaram que não permitirão um bloqueio total ou a sabotagem do evento.

Face ao receio de perturbações, a organização já delineou rotas alternativas para garantir a chegada segura e pontual das equipas ao estádio, que tem capacidade para 87 mil espectadores. O governo da Cidade do México irá destacar mais de 10 mil elementos das forças de segurança para a zona do estádio e para o distrito hoteleiro adjacente.

Entre as exigências dos manifestantes estão a eliminação de um órgão administrativo governamental conhecido como USICAMM e a revogação de uma lei que prejudicou as pensões dos funcionários públicos. O sindicato CNTE já realizou marchas durante esta semana.

«No dia 11 de junho, a bola não vai rolar se não houver resposta para os professores organizados, para estas pessoas de quem a presidência está agora a criar uma enorme distância, preferindo ficar do lado dos poderosos e ricos em vez do povo. Atendem aos banqueiros e empresários, mas não ouvem o povo», declarou Marcelino Rodarte, secretário-geral da Secção 58 do sindicato.

A iniciar sessão com Google...