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Casillas recorda relação com Mourinho: «Foi um casamento que acabou mal»
Numa entrevista ao jornal L'Équipe, Iker Casillas abordou a conturbada relação com José Mourinho no Real Madrid, comparando-a a «um casamento que acabou mal». O antigo guarda-redes espanhol, de 45 anos, passou em revista uma carreira de sucesso, que inclui um Mundial, dois Europeus e três Ligas dos Campeões.
Casillas explicou que a relação com o treinador português, que começou por ser próxima, se deteriorou com o tempo por várias razões, culminando na sua perda de titularidade. Apesar do final conflituoso, o antigo internacional espanhol assegura que a relação entre ambos é agora pacífica. «Hoje, se nos encontrarmos, cumprimentamo-nos, podemos até sentar-nos à mesa e conversar sem qualquer problema», garantiu.
Outro ponto focado na entrevista foi a rivalidade entre os jogadores do Real Madrid e do Barcelona, que, segundo Casillas, teve um impacto negativo no seio da seleção espanhola. «Esse mau ambiente contagiou a seleção», afirmou, descrevendo um clima de animosidade visível nos treinos, refeições e viagens. O ex-guarda-redes revelou ainda que um telefonema seu a Xavi Hernández foi fundamental para acalmar a situação e unir o grupo que viria a conquistar o Euro 2012.
O antigo capitão do Real Madrid recordou também a icónica defesa perante Robben na final do Mundial de 2010, um momento que considera de rara felicidade para um guarda-redes.
«Esperei o máximo que pude, até sentir que ele me podia driblar, e tentei avançar um pouco, porque sabia que ele era muito rápido, para ver se conseguia tirar-lhe a bola. Provavelmente, ele viu o Joan Capdevila e o Carles Puyol a recuar e perdeu um pouco a compostura. Normalmente, em dez situações semelhantes, ele marca nove golos», analisou Casillas.
Já sobre o seu futuro após terminar a carreira, o antigo jogador, que se mantém como o guarda-redes mais jovem a vencer uma Liga dos Campeões, confessou ter ponderado uma candidatura à presidência da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) em 2020. Contudo, a ideia foi abandonada ao aperceber-se do ambiente em torno do cargo. «Dei-me conta de que era um posto muito cobiçado, para o qual as pessoas são capazes de qualquer coisa. Não gostei do ambiente», concluiu.